Humana tem solução para stocks não vendidos

A associação está a promover o programa Destocka que pretende ajudar as empresas de vestuário, calçado e acessórios a responder à nova legislação europeia, colocando peças não comercializadas em diferentes mercados.

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A associação sem fins lucrativos sublinha que, após a entrada em vigor da nova legislação, será proibida a destruição de stocks não vendidos, sendo que os mesmos «também não poderão ser encaminhados para reciclagem pois esta é equiparada a destruição», refere.

Tendo por base este contexto, a Humana concebeu o programa Destocka, com o objetivo, sublinha, de «dar uma solução ambiental e socialmente positiva aos stocks de vestuário, calçado e acessórios», promovendo «a reutilização dos stocks em diferentes mercados, proporcionando ainda interessantes benefícios fiscais às empresas».

Este serviço de «valorização de stocks não vendidos» destina-se a «empresas e organizações que procurem um destino social e ambientalmente responsável para os seus stocks» novos de vestuário, calçado e acessórios (com exceção de vestuário de trabalho com logótipos ou vestuário com publicidade). A entrega destes stocks à Humana é considerada uma doação e, como tal, pode dar direito a majoração em IRC.

Os stocks são recolhidos nas instalações da entidade doadora e encaminhados para a central de preparação para reutilização e reciclagem da Humana em Leganès, em Espanha, onde são sujeitos a um processo de triagem, que «determina o mercado em que as peças serão revendidas», explica a organização. «Há duas possibilidades: venda a retalho na rede de lojas Humana em Portugal, Espanha e França; ou venda por grosso no mercado africano», acrescenta.

Anualmente, a Humana informa as entidades doadoras sobre o destino dos stocks doados e os projetos sociais apoiados, já que, através da revenda dos stocks, a Humana gera proveitos que são investidos neste tipo de projeto. «Este investimento concretiza-se, na prática, em transferências financeiras a favor da ADPP Moçambique e da ADPP Guiné-Bissau (organizações da rede Humana People to People) e apoio à gestão dos projetos por elas implementados», sublinha a Humana.

Em 2022, a Humana recolheu 2.777 toneladas de vestuário usado e detinha 1.030 contentores de recolha um pouco por todo o país. A organização conta ainda com 21 lojas de venda de vestuário em segunda-mão em Portugal, tendo a última sido inaugurada em agosto do ano passado em Lisboa.

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