Hugo Boss cresce em todo o lado, menos na China

No primeiro trimestre do ano fiscal, o grupo aumentou as vendas e o lucro operacional em praticamente todos os mercados, da Europa aos EUA e Ásia. A única exceção foi o mercado chinês, onde as comparações são ainda negativas.

[©Hugo Boss]

As vendas subiram 5%, para 1.014 milhões de euros, enquanto o lucro operacional aumentou 6%, para 69 milhões de euros, fruto da implementação da estratégia “Claim 5”, aponta o grupo alemão.

«Estou satisfeito por termos conseguido mais melhorias nas vendas e nos lucros no primeiro trimestre de 2024», afirma Daniel Grieder, CEO da Hugo Boss. «Num ambiente de mercado volátil, continuamos focados em executar, de forma rigorosa, a nossa estratégia “Claim 5”, capitalizando as nossas várias oportunidades de crescimento. Ao aproveitar a força da nossa plataforma de negócio, continuamos igualmente empenhados em conseguir mais eficiências. Tudo isso vai permitir-nos continuar a nossa trajetória de crescimento rentável também em 2024», acrescenta.

Tanto a marca Boss como Hugo tiveram uma procura robusta nos primeiros três meses do ano, com as coleções para a primavera-verão 2024 a serem bem recebidas pelos consumidores, indica a empresa. As vendas a câmbios constantes da Boss Menswear subiram 5%, enquanto as da Boss Womenswear aumentaram 7%. Na marca Hugo, as vendas cresceram 9%, um aumento que, refere o grupo, foi apoiado pelo lançamento bem-sucedido da linha Hugo Blue, centrada no denim e pensada para os consumidores mais jovens da Geração Z.

Quanto à distribuição geográfica, na região da Europa, Médio Oriente e África (EMEA), o volume de negócios aumentou 5%, «refletindo sobretudo melhorias robustas das vendas na Alemanha, assim como uma subida a dois dígitos em mercados emergentes», aponta.

Nas Américas, as vendas subiram 11% a câmbios constantes, «com todos os principais mercados a contribuírem para o crescimento», incluindo um aumento de dois dígitos nas vendas no mercado americano, destaca. Já na região da Ásia-Pacífico, o volume de negócios registou uma subida de 4% a câmbios ajustados, apesar de «as vendas na China terem continuado abaixo do nível do ano anterior, refletindo uma procura local no geral estagnada», justifica a Hugo Boss.

Os resultados deste primeiro trimestre levaram a empresa a confirmar as previsões para o ano de 2024, embora assuma estar «vigilante em relação à persistência de elevados níveis de incerteza macroeconómica e geopolítica, que deverão continuar a pesar na confiança dos consumidores».

Ainda assim, a Hugo Boss espera que as vendas aumentem entre 3% e 6% em 2024, para valores entre os 4,3 mil milhões de euros e os 4,45 mil milhões de euros. Para o lucro operacional, as expectativas são de uma subida entre 5% e 15%, para entre 430 milhões de euros e 475 milhões de euros.

Em 2023, a empresa alemã teve um ano recorde, tendo terminado o período com vendas de 4.197 milhões de euros, equivalente a uma subida de 15%.