H&M também em Portugal

Quem quiser comprar roupa moderna, prática e a preços invulgarmente baixos, já tem de esperar pouco tempo, pois a H&M, concorrente de lojas como a Zara ou até Gap, vem em breve para Portugal, avançou o Diário de Notícias. Alguns responsáveis da filial espanhola anunciaram a sua intenção de vir para Portugal a partir da sua sede de Madrid. Os mesmos responsáveis revelaram que, a curto prazo tencionam abrir lojas nas principais cidades portuguesas, começando naturalmente, por Lisboa e Porto. Segundo o DN, antes de revelar quantos estabelecimentos tencionam abrir, a empresa quer conhecer a reacção do público português. No entanto e devido ao cada vez maior interesse do público jovem pela moda importada e pelos preços baixos, é de prever que em poucos anos a rede de lojas da H&M cubra quase todas as cidades portuguesas com mais de 30 ou 40 mil habitantes. A recessão económica poderia ser um factor de travagem à expansão da H&M, no entanto esta situação não é encarada pelos responsáveis da empresa como uma ameaça, dado que a sua política de preços «fará com que o público utilize cada vez mais as cadeias acessíveis, como a nossa.» Com um público alvo de ambos os sexos e entre os 15 e os 35 anos, a «moda da melhor qualidade e ao melhor preço», é a sua filosofia de venda. Com um sucesso inquestionável, a cadeia H&M entrou em Espanha em 2000 tendo já 10 lojas a funcionar no país vizinho. A rede estende-se a 14 países, situando-se a sua maioria na Europa. Só em Estocolmo, na Suécia (seu país de origem), tem 30 lojas. Iniciando a sua internacionalização em 1964, a empresa dedica-se essencialmente a desenhar e vender moda, não possuindo fábricas próprias. Apesar de ser uma empresa sueca, o centro de operações da H&M está localizado em Hamburgo, na Alemanha. A empresa actua já como uma verdadeira multinacional, contando com cerca de 900 fabricantes subcontratados, metade dos quais na Europa. Com esta nova entrada em Portugal, diversifica-se a oferta num mercado onde predominam as marcas espanholas, sendo também um incentivo para que as empresas portuguesas criem elas próprias mais marcas internacionais de vestuário pronto-a-vestir.