H&M supera expectativas no primeiro trimestre

Apesar da queda de 2% nas vendas, a retalhista sueca registou, nos primeiros três meses do ano fiscal, um lucro operacional superior a 180 milhões de euros, excedendo as previsões dos analistas.

[©H&M]

Entre 1 de dezembro de 2023 e 29 de fevereiro de 2024, as vendas do grupo H&M somaram 53,7 mil milhões de coroas suecas, resultando num lucro bruto de 27,66 mil milhões de coroas suecas (+7% do que em igual período do ano fiscal anterior) e num lucro operacional de 2,08 mil milhões de coroas suecas.

«O desenvolvimento continuou na direção certa no primeiro trimestre, com uma melhoria na margem bruta e no lucro operacional, inventários mais baixos e forte liquidez. A nossa grande prioridade é continuar a melhorar a oferta ao consumidor, a experiência de loja e a cadeia de aprovisionamento para continuar a aumentar as vendas», afirma Daniel Ervér, CEO do grupo H&M.

«Temos uma posição fantástica com milhares de milhões de visitas por ano às nossas lojas físicas e digitais. Temos mais de 200 milhões de clientes no nosso programa de fidelização, num mercado mundial que os analistas de mercado externos esperam que cresça mais de 5% por ano até 2028», realçou o CEO, adiantando que «queremos reforçar as vendas e o nosso objetivo de uma margem operacional de 10% para o ano completo de 2024 continua firme».

O foco de Daniel Ervér no aumento das vendas, juntamente com os resultados apresentados, agradaram ao mercado e aos analistas. «É o que tem faltado, sobretudo no ano passado», destaca, à Reuters, Daniel Schmidt, analista no Danske Bank de Estocolmo. «Desde a saída da pandemia que as vendas têm estagnado, o que acabou por se destacar face aos concorrentes», acrescenta.

As ações da empresa subiram hoje, após a apresentação dos resultados, com o lucro a superar a expectativa de 1,43 mil milhões de coroas suecas de um conjunto de analistas.

A H&M revelou ainda que, no início do segundo trimestre, as vendas subiram 2%, refletindo uma procura mais forte por vestuário e acessórios, nomeadamente das coleções de primavera, onde a paleta de azuis, brancos e pratas têm sido populares junto dos consumidores, segundo Daniel Ervér, que considera que «é um sinal positivo de que estamos no caminho certo».

A retalhista sueca, que além da marca epónima detém ainda as insígnias & Other Stories, Arket, Cos, Monki e Weekday, vai ainda abrir e renovar lojas físicas, assim como melhorar a experiência online. «A modernização das nossas lojas está a ser acelerada, para serem uma maior inspiração e terem maior relevância para os consumidores. Estamos a renovar cerca de 250 lojas em todo o mundo em 2024, inclusive em Nova Iorque, Londres, Berlim e Estocolmo», indica o CEO. Além disso, acrescenta, «continuamos a simplificar a nossa organização para torná-la mais eficiente e rápida. Outros exemplos de melhorias contínuas incluem o aumento do nearshoring e esforços reforçados em digitalização e inteligência artificial».

«Com os investimentos em tecnologia, na cadeia de aprovisionamento e na sustentabilidade, em combinação com o controlo de custos, equipas empenhadas e uma perspetiva de longo prazo, vemos boas oportunidades para um crescimento rentável e sustentável», conclui Daniel Ervér.