No “Relatório Anual e de Sustentabilidade” relativo ao ano fiscal de 2025, o grupo H&M revela que as emissões das operações diretas – âmbitos 1 e 2 – diminuíram 41% em comparação com 2019. Nas emissões de gases com efeito de estufa de âmbito 3, que abrangem toda a cadeia de valor, a redução foi de 34,6%, aproximando-se da meta de 56% prevista para 2030.
No mesmo período, 95% da eletricidade consumida teve origem renovável, refletindo, de acordo com o grupo sueco, a aceleração da descarbonização das suas atividades diretas. Quanto aos materiais utilizados, 91% incorporam matérias-primas recicladas ou de origem sustentável, incluindo 32% de materiais reciclados, superando a meta definida para 2025.
A estratégia do grupo assenta numa transformação progressiva da cadeia de aprovisionamento, incluindo a redução do número de fornecedores e o reforço de parcerias de longo prazo. Desde 2022, foram eliminados 108 fornecedores que utilizavam caldeiras a carvão, com a meta de erradicar totalmente esta prática até 2026.
Daniel Ervér, CEO do grupo H&M, sublinha que «estamos a reforçar a nossa oferta e a mostrar que crescimento, rentabilidade e redução de emissões podem andar de mãos dadas. Em 2025, continuámos a dar passos importantes no sentido de alcançar todos os nossos objetivos a longo prazo: a rentabilidade aumentou, a tendência das vendas foi positiva e as nossas emissões de dióxido de carbono diminuíram».
Paralelamente, o grupo investiu 2,8 mil milhões de coroas suecas (aproximadamente 256,7 milhões de euros) em descarbonização e inovação de materiais, com o objetivo de reduzir a dependência de recursos virgens e acelerar a transição energética no setor têxtil.
Na gestão de recursos, o consumo de água doce em processos de lavagens nos produtores de vestuário diminuiu 22,8% face a 2022, ultrapassando a meta de 10% estabelecida para 2025.
Além da redução de emissões, a retalhista – que anunciou metas ambientais alinhadas com a Science Based Targets Network – destaca crescente incorporação de práticas circulares para reduzir o uso de recursos virgens e prolongar o ciclo de vida dos produtos. A revenda de produtos ganhou escala através da plataforma Sellpy e das marcas do grupo, estando presente em 26 mercados e representando 0,8% do volume de negócios, uma quota que cresceu 31% face ao ano anterior.
«Continuamos profundamente empenhados em avançar com a nossa agenda de sustentabilidade e em impulsionar mudanças positivas em todo o nosso setor. Em 2025, reduzimos as emissões de dióxido de carbono, aumentámos a utilização de materiais reciclados e diminuímos o consumo de água doce. Com um roteiro claro, continuamos os nossos esforços para dissociar o crescimento da utilização de recursos e das emissões, apoiando simultaneamente as pessoas e as comunidades», destaca Leyla Ertur, diretora de sustentabilidade do grupo H&M.
Até 2030, o grupo sueco pretende alcançar 100% de eletricidade renovável nas operações próprias, utilizar exclusivamente materiais reciclados ou de origem sustentável nos produtos e reduzir em 30% o consumo absoluto de água doce nas unidades de lavagem e produção.



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