H&M perde terreno

A H&M anunciou, na semana passada, que as suas vendas comparáveis ficaram aquém das estimativas e que voltaram a cair no mês de Novembro. Os primeiros tempos enquanto presidente-executivo da H&M não estão, assim, a ser fáceis para Karl-Johan Persson, neto do fundador do gigante sueco, Erling Persson, e filho do actual presidente Stefan Persson. Este ano, apenas em Abril, as vendas do retalhista sueco apresentaram crescimento em termos comparáveis. Esse mês aparece, assim, como a excepção para confirmar a regra do decréscimo de vendas que tem ilustrado o ano de 2009. Após uma queda de 9% em Setembro, esperava-se que o mês de Outubro representasse um ponto de inflexão no decréscimo das vendas comparáveis da empresa da família Persson. O crescimento negativo de 3% desiludiu os analistas e os responsáveis da H&M. Em Novembro, a queda homóloga das vendas comparáveis da H&M agravou-se e voltou a situar-se nos 9%, indiciando que a liderança do retalho europeu de moda está, cada vez mais, firme na mão dos rivais espanhóis da Inditex. que tem continuado a apresentar crescimentos sustentáveis na sua facturação. Apesar da queda das vendas comparáveis perto da casa dos dois dígitos, as vendas globais da Hennes & Mauritz cresceram 1% em Novembro, contra os 7% registados em Outubro. Uma variação positiva que se deve essencialmente à forte expansão da sua rede de lojas nos últimos 12 meses. O ritmo de expansão, pelouro anteriormente ocupado por Karl-Johan Persson, tem sido, assim, muito superior ao crescimento do volume de negócios. No último ano, a H&M aumentou o número de lojas de 1.738 para 1.988, o que representa um crescimento de 14,4%. As esperanças da H&M viram-se agora para o Dezembro onde os seus responsáveis têm visto umas duas primeiras semanas satisfatórias, com um crescimento de 11% nas vendas. Os resultados da H&M continuam a ficar aquém dos da Inditex desde o Verão passado. O grupo espanhol, que é o maior retalhista de moda na Europa, tem vindo a apresentar crescimentos positivos das suas vendas comparáveis e continua, assim, a ganhar quota de mercado face aos seus concorrentes suecos. Além de alargar a vantagem sobre os suecos, é expectável que a Inditex possa vir, ainda este ano, a ultrapassar a Gap enquanto maior retalhista de moda do Mundo.