As importações francesas de tecidos de fibras sintéticas provenientes da Ásia mantêm a sua diminuição de forma regular, tendo representado em 2006 apenas 65,4 milhões de euros, um montante inferior em 17% ao registado em 2005, de acordo com os dados do Institut Français de la Mode (Ifm). Este valor torna-se ainda mais significativo por se verificar uma diminuição sustentada, uma vez que este tipo de importação tinha jÁ diminuído 35,6% entre 2004 e 2005. Assiste-se, contudo, a um movimento global: a quebra nas importações provenientes da Ásia não foi compensada pelas entradas provenientes de outras Áreas geogrÁficas. Além disso, verifica-se que a quota das importações provenientes dos países asiÁticos nas importações totais da França continua em queda: passou de 35,7% em 2004 para 24,4% em 2006. O menor recurso aos tecidos de fibras sintéticas estÁ em parte ligado ao facto dos importadores adquirirem cada vez mais produtos acabados com esta composição. Esta matéria é de facto utilizada principalmente para parkas e impermeÁveis, produtos que têm sido importados massivamente da China. O Império do Meio mantém-se, contudo, como um dos principais fornecedores da França: 44% das importações de tecidos de fibras sintéticas provieram da China em 2006. Pelo contrÁrio, o Ifm revela que as exportações francesas de tecidos de fibras sintéticas para a Ásia encontraram um novo fôlego: depois de terem perdido 15,2% em 2005, aumentaram 25,3% em 2006, representando um valor total de 18,4 milhões de euros. Esta performance explica-se sobretudo pela “boa forma” das entregas para Hong Kong (mais 50,1%) e para a Coreia do Sul (mais 44,4%). Hong Kong mantém-se, de resto, como o principal destino das exportações francesas de tecidos de fibras sintéticas: 28% das mercadorias exportadas dirigem-se para esse território. Por consequência, a quota da Ásia nas exportações francesas de tecidos de fibras sintéticas aumentou ligeiramente em 2006: atingiu 6% dos fluxos (contra os 4,1% registados em 2005).










