Guess, Fast Retailing e Reebok apresentam resultados

A problemática empresa americana de roupas e acessórios Guess Inc, anunciou que os resultados do terceiro trimestre foram mais uma vez negativamente influenciados pelo baixo índice de vendas por grosso e a retalho. Nos três meses antes de 28 de Setembro de 2002, as vendas por grosso caíram 24 por cento para 51 milhões de euros, incluindo nas lojas do Canadá onde desceram 1,7 por cento para 95 milhões de euros. O total de vendas caiu 8,5 por cento para 157 milhões de euros e o lucro líquido diminuiu de 3,3 milhões de euros para 1,3 milhões um ano antes, incluindo uma perda líquida de 3,9 milhões de euros. Durante nove meses a empresa registou uma perda líquida de 6,6 milhões de euros comparando com um lucro líquido de 4,8 milhões de euros no mesmo período do ano passado. A gigante japonesa da venda a retalho, Fast Retailing Co. Ltd., sofreu também uma elevada queda nos lucros líquidos anuais devido à queda das vendas da Uniqlo (que já foi uma marca de vestuário casual com muito sucesso), criada para fazer frente à Gap. A Uniqlo registou uma subida em 2002 mas tem enfrentado o declínio nas vendas desde que as empresas rivais começaram a imitar o conceito “cheap chic”. A Fast Retailling possui 559 lojas no Japão, China e Reino Unido. A empresa entrou no mercado britânico em Setembro e abriu a primeira loja na China no mês passado. Por seu lado a Reebok Internacional especialista em vestuário desportivo, fez saber que até à data o comércio continua a corresponder às expectativas com um aumento “saudável” dos lucros, tanto no terceiro trimestre como no total dos nove meses. Nos três meses até 30 de Setembro a Reebok com sede em Canton, Massachussets, apresentou no seu relatório um crescimento de 26,4 por cento no lucro líquido para 54,6 milhões de euros. As vendas aumentaram 7,5 por cento para 909 milhões de euros no trimestre. As vendas da Reebok a nível mundial registaram um aumento de 9,3 por cento para 765 milhões de euros. Os negócios da unidade The Rockport Company continuam difíceis com as vendas a descer 2,8 por cento para 104 milhões de euros. Nos nove primeiros meses o lucro líquido foi de 109 milhões de euros, registando um crescimento de 12,5 por cento em comparação com o mesmo período do ano passado em que o valor se ficou pelos 97 milhões de euros. As vendas aumentaram 1,5 por cento para 2,3 milhões de euros neste período.