O grupo Coin vai encerrar 71 filiais da Oviesse abertas no início de 2001 e, por consequência demitir cerca de 1.600 dos seus colaboradores alemães. Deste modo, apenas 17 lojas da marca italiana vão permanecer no mercado alemão. Em 2002, o volume de vendas o grupo italiano atingiu cerca de 189 milhões de euros na Alemanha. Ao mesmo tempo, acumulou um prejuízo de 45 milhões de euros. No primeiro semestre de 2003, o seu volume de vendas situava-se 20 por cento abaixo do valor registado durante o mesmo período do ano transacto.
Este resultado é visivelmente pior do que o das outras empresas de têxteis do mesmo ramo, e da ITV em geral. Segundo informações da Associação de Comércio a Retalho de Têxteis (BTE) o volume de vendas de têxteis, calçados e vestuário de pele vendido no comércio tradicional baixou 3,3 por cento na primeira metade do ano passado. Em 2002, a perda era de 5 por cento. Durante os meses Janeiro e Junho, os preços de vestuário desceram 1,4 por cento. No início de 2001, a Oviesse entrou entusiasticamente no mercado alemão. O objectivo da marca italiana era repetir o sucesso alcançado na sua Pátria, onde conseguira duplicar a sua quota no mercado através de uma política de preços agressiva. No entanto, o seu lançamento na Alemanha coincidiu com a fase económica mais complicada da década passada e as expectativas de atingir lucro até 2003 viram-se assim goradas. Deste modo, os italianos foram obrigados a accionar o travão de emergência. «A decisão foi tomada devido aos problemas estruturais de certas filiais e à situação económica em geral. Além do mais, regista-se uma baixa considerável no consumo de têxteis na Alemanha», afirma Franz Hilburger, director da Oviesse na Alemanha. A Oviesse vai indemnizar a Kaufhalle, empresa à qual alugou as filiais em causa, em 50 milhões de euros pelo não cumprimento do tempo completo de aluguer. As despesas da reestruturação não prevista vêm aumentar ainda mais o prejuízo do grupo Coin.










