Green 2030 é o novo conceito da Solinhas

O novo conceito da especialista em linhas de costura agrega as múltiplas iniciativas de sustentabilidade da empresa, desde a recolha e reutilização de cones, que são feitos de material reciclado, à utilização de energia e processos mais amigos do ambiente.

Lurdes Fernandes

Ao longo dos anos, a Solinhas foi lançando diversas ações na área da sustentabilidade, nomeadamente a reutilização dos cones de linhas e a eliminação do plástico nas embalagens, assim como a oferta de linhas com poliéster reciclado, tingimento com menos água e utilização de energia solar, fruto de um investimento em painéis solares que já permitiu diminuir em 30% a sua fatura.

«O conceito Green 2030 é um pouco a junção de várias práticas internas que temos e torna-las mais visíveis», explica Lurdes Fernandes, administradora da Solinhas, ao Portugal Têxtil.

O Green 2030 foi apresentado no Dia da Árvore «nas nossas redes sociais e junto dos nossos colaboradores – fizemos uma iniciativa de todos plantarmos uma árvore na empresa, cerejeiras, com os nomes dos funcionários», até porque «a sustentabilidade não é só ambiental, é também internamente a responsabilidade social», como destaca Lurdes Fernandes, e está agora a ser introduzido nas apresentações que a empresa está a fazer em feiras profissionais, como o Modtissimo, e no seu website.

A presença digital da Solinhas, de resto, está a ser atualizada. «Já temos presença nas redes sociais, no Facebook e no Instagram, e temos loja online, mas vamos renovar o nosso site até ao final do ano, para tentar dessa forma ter mais presença online e aplicar algumas estratégias de comunicação, como o reforço nas newsletters, para comunicar melhor com os nossos clientes», indica a administradora. «Queremos estar presente de uma forma mais digital nos atuais e potenciais clientes e temos tido um bom feedback das ações que temos feito», acrescenta.

Explorar oportunidades

Neste momento, a empresa está também a procurar consolidar os seus negócios, ao mesmo tempo que analisa o potencial de novas oportunidades. «Os momentos de crise levam-nos a pensar um bocadinho e a parar e isso aconteceu já connosco, a ponderar por que caminhos novos é que podemos ir. Estamos exatamente a fazer essa análise, de novos mercados, de novas áreas de negócio, onde é que podemos encontrar uma solução para não estarmos tão dependentes da indústria da confeção e dos têxteis-lar», aponta Lurdes Fernandes.

Depois de um primeiro semestre «razoável», em linha com o ano passado, desde julho que a Solinhas sentiu uma mudança na procura. «Houve uma queda acentuada, não estávamos a contar por aquilo que tinham sido os primeiros seis meses», confessa a administradora, que embora espere uma recuperação e se mostre «otimista», assume que «neste momento está tudo muito instável, muito inconstante, não dá para fazer projeções».

A diversificação das áreas de atuação tem dado um contributo para o volume de negócios da empresa, nomeadamente a representação das agulhas da Organ e a parceria com a Gunold na área dos artigos, como linhas, agulhas e entretelas, para bordados. «Éramos muito indústria e essas áreas têm-nos obrigado a transformar e a ver aquele nicho de mercado das retrosarias, do pequeno consumidor, como uma oportunidade. É esse caminho que estamos a fazer, daí também uma presença mais forte no digital», conclui Lurdes Fernandes.