Governo americano financia reciclagem da Eastman

A empresa deverá receber 375 milhões de dólares para financiar o seu projeto de reciclagem química para despolimerizar resíduos e usar os polímeros resultantes para produzir embalagens e têxteis.

[©Eastman]

O segundo projeto de reciclagem da Eastman nos EUA foi selecionado pelo Departamento de Energia (DOE) para iniciar negociações de concessão de até 375 milhões de dólares em financiamento.

A empresa escolheu a unidade de Longview, no Texas, devido às sinergias com a infraestrutura e operações existentes, fornecimento e pegada energética favoráveis ​​e acesso a reservatórios de matéria-prima no oeste e centro dos EUA. A localização também oferece espaço suficiente para implementar um sistema de energia renovável no local.

A unidade de reciclagem molecular – como a empresa prefere chamar – em Longview terá capacidade para reciclar aproximadamente 110 mil toneladas de resíduos plásticos difíceis de reciclar.

«Estamos entusiasmados por construir a nossa segunda unidade de reciclagem molecular a grande escala nos EUA nas nossas atuais instalações no Texas», afirma Mark Costa, presidente do conselho e CEO da Eastman. «A fábrica removerá uma quantidade significativa de resíduos da região, permitirá uma verdadeira circularidade e estabelecerá um novo referencial para a descarbonização. Temos décadas de história a operar com sucesso em Longview e este será um grande investimento para a comunidade local», acrescenta.

A empresa, que recentemente fez uma parceria com a Patagonia, foi selecionada pelo DOE para acelerar a demonstração de PET reciclado com baixa intensidade de carbono com este projeto. Alcançar um acordo de colaboração com o DOE permite expandir o projeto para incluir a implantação de baterias de energia térmica e energia solar no local. Isso, combinado com a tecnologia de metanólise de nova geração da Eastman, permite uma melhoria radical na descarbonização da produção de PET, resultando em PET reciclado com emissões de carbono reduzidas em mais de 70% em comparação com a produção virgem fóssil e aproximadamente 90% de redução nas emissões de carbono quando se inclui as emissões evitadas.

«É uma honra termos sido selecionados pelo DOE», refere Mark Costa. «O compromisso ajuda-nos a investir ainda mais na comunidade local com um plano abrangente de benefícios comunitários. O apoio destes parceiros é uma prova da nossa tecnologia e da diferença que podemos fazer para as gerações futuras», conclui o CEO da Eastman.

A tecnologia da Eastman permite reciclar resíduos plásticos habitualmente difíceis de reciclar, que atualmente são depositados em aterros sanitários ou vão para incineração. A tecnologia da empresa possibilita que esses resíduos sejam decompostos nos seus blocos moleculares e depois reagrupados para se tornarem materiais de qualidade virgem, sem comprometer o desempenho.