Giorgio Armani está optimista

O grupo Giorgio Armani continuará este ano com as suas aquisições de factores de produção. Anunciou ainda a assinatura de um acordo preliminar para a constituição de uma “joint-venture” no sector do calçado e da qual irá deter a maioria das acções. A nova sociedade comprará quatro fabricantes de calçado italianos: Novella, Zampieri, Elite e I Guardi, esta última conhecida pela sua própria marca e igualmente licenciada pela Costume National, Ângelo Figus e Tracey Neuls. Esta ficará encarregue da produção e da distribuição em conjunto com as colecções assinadas pela Armani, a partir da primavera de 2003. A operação estará concluída em Junho próximo. Entretanto, e tal como anunciou em Janeiro passado, o grupo irá voltar a trabalhar com o fabricante italiano de malha Miss Deanna, que produzirá as suas colecções também a partir da Primavera-Verão de 2003. Estas duas operações permitirão ao grupo Georgio Armani controlar a totalidade da sua produção. Esta é uma política lançada há já três anos, e na qual o grupo investiu 177 milhões de euros em 2001. Uma parte desta soma foi consagrada à OPA sobre a totalidade das acções da Simint, a sociedade industrial encarregue da produção da Armani Jeans, que estava cotada na Bolsa de Milão. Enquanto que 102 milhões de euros foram consagrados no ano passado à abertura de trinta e dois novos pontos de venda e à renovação de cerca de 20 lojas. «A nossa prioridade situa-se agora no desenvolvimento da cadeia e no melhoramento da rentabilidade do grupo, apoiando-nos numa estrutura totalmente integrada e num programa atento aos custos», explica Georgio Armani. No ano passado, apesar da crise do mercado americano, que representa 31% das suas vendas, o grupo Giorgio Armani aumentou o seu volume de negócios consolidado em 23%, atingindo 1,272 mil milhões de euros. O Ebitda (resultado de exploração antes de impostos, encargos financeiros, provisões e amortizações) aumentou igualmente 3,8% para 246 milhões de euros. Todavia, o resultado líquido recuou 9,8% para 110 milhões de euros. Para o ano em curso, o grupo rejeita toda e qualquer previsão cifrada. «Na base dos resultados do primeiro trimestre, eu estou prudentemente optimista», assegura no entanto, o presidente do grupo. Giorgio Armani continuará a investir na distribuição, com a abertura de 20 novas lojas e com a criação de cerca de 20 “corners” da Armani Casa, nas grandes lojas de mobiliário. No Outono, Armani vai inaugurar em Hong Kong uma nova megaloja que terá todas as suas colecções. O grupo previu ainda o lançamento da sua linha de joalharia, produzida e distribuída pela Fóssil, assim como o seu novo perfume masculino, Armani Mania.