Fundação H&M faz parceria para apoiar reciclagem

O acordo com a Global Fashion Agenda tem como objetivo escalar a reciclagem de resíduos têxteis pós-industriais em países produtores de vestuário, nomeadamente no Camboja, no Vietname, na Turquia e na Indonésia.

[©GFA]

A parceria de três anos, que inclui uma doação de 5 milhões de euros vai permitir expandir o programa National Circular Fashion Partnership, que atualmente está ativo no Bangladesh, em desenvolvimento no Camboja e no Vietname, e deverá chegar em breve à Turquia e à Indonésia.

Segundo um comunicado da Fundação H&M, desde novembro de 2023, o programa permitiu reciclar 10.685 toneladas de resíduos têxteis, equivalente a cerca de 60 milhões de t-shirts, através do estabelecimento de uma comunidade cooperativa com 179 produtores, 15 entidades de gestão de resíduos e 22 empresas de reciclagem.

Com este apoio, a Global Fashion Agenda (GFA) «está bem posicionada para alargar a abrangência e amplificar a influência e impacto do Global Circular Fashion Forum [que gere o programa National Circular Fashion Partnership], estabelecendo um ecossistema eficaz para escalar a circularidade na indústria da moda», refere o comunicado.

Em conjunto, as duas entidades vão trabalhar para cumprir o objetivo de fazer a transição a longo prazo, escalável e justa para uma indústria de moda circular, com uma estratégia que combina a troca de conhecimento, a facilitação multilateral e a mobilização da indústria.

«Trabalhar para uma maior circularidade e mudança com impacto na indústria têxtil exige juntar diferentes stakeholders de toda a cadeia de valor», afirma Christiane Dolva, responsável de estratégia da Fundação H&M. «É por isso que estamos incrivelmente orgulhosos e entusiasmados por juntar forças com a Global Fashion Agenda. Juntos estamos a pôr as peças no lugar para criar uma infraestrutura autossuficiente que perdure para além do âmbito desta parceria», acrescenta.

«Esta importante parceria com a Fundação H&M vai permitir à Global Fashion Agenda expandir significativamente o seu trabalho impactante, que está focado na nossa visão para criar uma indústria de moda positiva em termos líquidos», destaca Federica Marchionni, CEO da GFA. «Juntos podemos convergir, colaborar e estabelecer uma direção para uma indústria de moda circular socialmente justa que transforme resíduos têxteis em valor, minimize a produção de materiais virgens e se alinhe com a meta de um aquecimento abaixo de 1,5ºC», conclui.