Frio traz negócio à H&M

A idade parece não pesar na H&M. A retalhista sueca, fundada há 67 anos por Erling Persson, continua de pedra e cal no mercado e com crescimentos de ano para ano. Os mais recentes dados mostram que o volume de negócios H&M no último ano fiscal – que decorreu de dezembro de 2012 a novembro de 2013 – aumentou 9% em termos totais em comparação com o ano anterior. Em termos comparáveis, que apenas tem em conta os números das vendas online e de lojas abertas há pelo menos um ano, a faturação da retalhista sueca manteve-se estagnada, apesar das dificuldades enfrentadas nos seus principais mercados. No mês de novembro, as vendas da H&M registaram mesmo um aumento de 21% em termos absolutos, continuando assim oito meses consecutivos em alta, tendo crescido 10% em termos comparáveis. Já no quarto trimestre do ano fiscal, a H&M registou um aumento de 13% do volume de negócios em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto em termos comparáveis o crescimento foi de 3%. As vendas, incluindo Iva, aumentaram para 42,59 mil milhões de coroas suecas (cerca de 4,8 mil milhões de euros). Para o analista do Bank of America Merrill Lynch, Richard Chamberlain, os números representam «uma performance superior à de alguns dos principais mercados da H&M, como a Alemanha (+5% em termos anuais), Suécia (+4%), Reino Unido e um ambiente mais promocional e difícil nos EUA. Pensamos que a coleção da Isabel Marant foi bem acolhida em novembro, o que também pode ter aumentado a aceitação da oferta da retalhista em geral. Ao contrário de muitos outros retalhistas, pensamos que a H&M começou as suas grandes promoções online mais tarde este ano, mas achamos que a altura dos saldos em loja variou por mercado». Uma descida das temperaturas no final do mês de novembro também levou a uma maior procura por roupas de inverno, considera outro analista. Os retalhistas europeus estão a enfrentar uma maior concorrência, com a Primark a expandir-se rapidamente no continente europeu no próximo ano e com os consumidores a comprarem mais vestuário online de retalhistas como a Asos na Grã-Bretanha e a alemã Zalando. A H&M, que publicará os números anuais no próximo dia 30 de janeiro, contava a 30 de novembro com um total de 3.132 lojas em todo o mundo, face às 2.776 do ano anterior.