frente das cortinas

As organzas, os linhos finos, as transparências e as telas diversas com fios de fantasia continuam a ditar a moda nos cortinados», revela o director-geral da Perfel, Miguel Pereira. E ele sabe do que fala, pois é um dos casos em que se pode dizer que nasceu envolto de cortinas, cortinados e produtos afins. Há mais de 50 anos que a empresa actua nesta área de negócio rara em Portugal, onde hoje desfruta de uma posição de liderança. Entretanto, os usos e costumes dos consumidores foram-se alterando. «Apesar da nossa área de negócio principal permanecer a venda de tecido em rolo, apostamos na diversificação oferecendo tecido a metro e até cortinados confeccionados», explica o director-geral da Perfel. E esta mais recente inovação da especialista em cortinas pode já ser admirada, por exemplo, nos grandes armazéns espanhóis El Corte Inglés. «Nos últimos 5 anos, tudo mudou. Não só no Mundo, como na Perfel – desde o volume das vendas até à forma de desenvolvimento dos produtos», afirma Miguel Pereira. «Só para a Heimtextil Frankfurt, por exemplo, criámos 130 novas referências». Para manter este nível, a empresa conta hoje com duas estilistas no seu departamento de criação. Quanto à produção, esta é efectuada em duas unidades próprias: uma engloba a tecelagem convencional e a outra integra a tecelagem Raschel Jacquard, os bordados, a estamparia por transfert e a confecção. Ambas as unidades combinam a mais avançada tecnologia com um vasto know-how fruto da sua longa experiência no sector. A Perfel possui ainda uma subsidiária em Espanha, que muito tem contribuído para consolidar a sua posição no mercado vizinho. Actualmente, a empresa, exporta cerca de 70% da sua produção, tendo como principais mercados, para além da Espanha, a Suíça, a Holanda, a Polónia, o México e os países do Oriente como o Japão, Singapura e Taiwan. Com um efectivo de 90 pessoas, a Perfel realizou em 2005 um volume de negócios de 5,5 milhões de euros. Para o futuro, Miguel Pereira afirma que «ambicionamos consolidar as áreas de negócios de tecido a metro e artigo confeccionado a nível mundial, assim como consolidar a nossa posição no mercado japonês e em alguns países da Europa de Leste, especialmente na Polónia. Mas queremos, sobretudo, alargar a nossa rede de clientes, aliando a inovação e o desenvolvimento contínuo de novos produtos» O director-geral da Perfel está particularmente atento aos mercados emergentes. «Ao contrário da opinião geral, considero a China um mercado atraente, com uma população que aprecia o “made in Europe”. Por isso, apresenta um enorme potencial, mas dado as suas especificidades requer grande trabalho para que nos possamos impor da forma que o cliente espera. Actualmente, temos já um agente na China e uma colaboração em Macau. Mas, para já, temos que desenvolver os produtos específicos para este mercado, que é bastante distinto dos outros mercados asiáticos onde já estamos presentes». A empresa tem também fomentado a sua evolução organizativa, procurando assim incrementar a sua eficiência e rapidez. «O preço e a qualidade são premissas adquiridas. Actualmente, conseguimos conquistar os clientes com base no serviço personalizado e na resposta imediata para qualquer parte do mundo. É isto que hoje faz ganhar negócios», conclui Miguel Pereira.