A França expressou o seu apoio ao pedido apresentado pela indústria têxtil europeia para a implementação de medidas proteccionistas contra as importações chinesas que, segundo os responsáveis do sector, estão a invadir o mercado comunitário.
As empresas têxteis europeias pediram à UE para seguir o exemplo dos EUA e controlar as quotas de importação dos têxteis chineses, principalmente os tecidos de fibras sintéticas. De acordo com as declarações do Ministro do Comércio francês, o Governo decidiu recomendar à Comissão Europeia o pedido de aplicação de medidas de salvaguarda contras as importações de tecidos de fibras sintéticas.A declaração não apresenta detalhes sobre quais as medidas que apoia, mas refere que o actual nível de importações já está a afectar a sobrevivência das empresas europeias e que a concorrência irá ser ainda maior em 2005, ano em que são eliminadas as quotas de exportação de têxteis e de vestuário.As entidades francesas referiram ainda a necessidade de um política industrial comunitária para apoiar a indústria de mão-de-obra intensiva e o desenvolvimento da zona de comércio mediterrânica, designada por Euromed (vernotícia no PT), que dará aos produtos dos países da UE e do Mediterrâneo o acesso comum isento de direitos alfandegários.As empresas têxteis da UE referem que planeiam pedir à Comissão Europeia que investigue as queixas e que tome medidas, ao abrigo da OMC, de forma a permitir aos diversos países a aplicação de medidas proteccionistas. O pedido está previsto ser feito à CE em Maio, sendo então discutido pelos Estados Membros.









