Flor da Moda regressa às feiras

A empresa de confeção, que tem registado um aumento das vendas, está a fazer a sua estreia na Première Vision, retomando a aposta em feiras profissionais dedicadas ao private label. A próxima paragem será do outro lado do Atlântico, em Nova Iorque.

Nuno Sousa

A primeira participação na feira parisiense pretende reforçar a imagem da produção de qualidade da empresa. «Como sempre, a Flor da Moda sente a responsabilidade de oferecer aos clientes, a nível mundial, o que de melhor se faz em Portugal», destaca Nuno Sousa, administrador da empresa, que no Forum Manufacturing, dedicado à área da confeção, com artigos selecionados pela organização do certame, conta com três peças em exposição.

«A indústria portuguesa tem de continuar a ser forte, resiliente e lutar por aquilo que sabe fazer bem, muito melhor do que outros que andam no mercado», considera, lamentando o facto dos expositores chineses e turcos na Première Vision Manufacturing estarem em muito maior número – de Portugal estão na feira, que se prolonga até amanhã, 10 empresas de confeção, num total de 43 expositores lusos de todas as áreas de atuação.

Uma das peças da Flor da Moda no Forum Manufacturing

Para a empresa, contudo, as expectativas estão a ser cumpridas. «Foi o primeiro dia, é um retomar relativamente à empresa Flor da Moda. Daquilo que tenho visto, o saldo é bastante positivo, houve uma recetividade interessante relativamente aos visitantes que tivemos», afirma, salientando que vários clientes se mostraram dispostos a encomendas as quantidades mínimas exigidas (150 peças por modelo), demonstrando que «ainda há clientes para isso, o mercado não está assim tão mal», realça.

A Flor da Moda, de resto, tem vindo a aumentar as vendas e, nos primeiros quatro meses do ano, registou um crescimento de 15% face ao mesmo período do ano passado. «O ano passado o negócio correu bem, não perdemos clientes e reforçámos alguns – os clientes habituais cresceram entre 5% e 20%. E conseguimos conquistar novos que, acredito, nas próximas coleções já irão aumentar as encomendas», revela Nuno Sousa.

O objetivo é, por um lado, fidelizar e crescer com os clientes existentes – 57 um pouco por todo o mundo –, ao mesmo tempo que faz novas apostas. «Sempre defendi que a empresa tem de ter vários clientes e vários mercados, até para que possamos aprender todos os dias, alargar horizontes. Isso permite que eu possa ir ao mercado e não ter medo de ter só este ou aquele cliente. Tudo o que é moda feminina, sabemos fazer e somos capazes», justifica o administrador.

Os planos futuros passam, por isso, pela continuação nas feiras, sendo que a presença na Première Vision Paris é apenas o começo. «Ao termos sido aceites no conceito PV, temos Paris, e temos acesso a Nova Iorque, que é também um dos objetivos», assegurou, adiantando que a primeira presença na Première Vision New York deverá acontecer no próximo ano.

A empresa, que não participava em feiras há 15 anos, vê agora estas participações como uma oportunidade de reforçar a sua posição no mercado global. Com 400 pessoas a trabalhar diretamente e através de subcontratados, a Flor da Moda continua a investir em novas tecnologias e equipamentos, com investimentos anuais entre 500 mil e 1 milhão de euros. Recentemente, adquiriu uma nova máquina de corte e para os próximos dois anos está prevista a renovação do sistema aéreo de transporte. «Os investimentos continuam. E se fazemos investimento é porque acreditamos que podemos e devemos continuar, cada vez mais fortes», conclui o administrador.