A edição de Janeiro de 2004 da revista EXAME apresentou no seu dossier «As 1000 melhores PMEs», as diversas empresas nacionais, de pequena e média dimensão, que se diferenciaram em diversos sectores de actividade. AFlexitex foi distinguida com o prémio de melhor PME do sector têxtil em 2003. Esta distinção resulta do esforço realizado ao longo de 40 anos de existência, onde a empresa apostou na inovação e na criação de novas qualidades de produtos com diferentes graus de sofisticação. A empresa, fundada em 1964, está localizada em São João da Madeira e possui como sector de actividade a produção de tecidos jacquard para o revestimento de colchões, contando para tal com a colaboração de 92 pessoas. Na Flexitex, a satisfação destes colaboradores e o respeito e a comunhão de esforços fazem parte da filosofia da empresa. Para além da concorrência nacional, que apesar de razoável não constitui a principal ameaça, é nos mercados alemão, italiano e belga que a empresa sente os efeitos de uma concorrência mais agressiva. Para além da concorrência sentida, a descida do dólar tem colocado algumas dificuldades no mercado mexicano, para onde a Flexitex exporta uma parte da sua produção. No entanto, é no mercado ibérico que a empresa realiza o grosso das vendas, com Portugal e Espanha a representarem 44% e 42%, respectivamente. Em tempos de má conjuntura económica, a Flexitex valeu-se da afirmação em diversos países, da fidelização de muitos clientes, do esforço que desenvolveu para aumentar a produtividade e aprimorar a qualidade e a gama de produtos. De acordo com António Leite de Castro, engenheiro têxtil fundador da empresa, em declarações à revista Exame, «O que jogou a nosso favor foi o facto de termos posto a funcionar dois turnos de fim-de-semana, o que aumentou a produção, com acréscimo reduzido de custos; e nos rácios financeiros investimos menos. Passamos de 850 mil euros, média anual de investimento nos últimos sete anos, para 350 mil euros. E estes factores tiveram uma grande influência na melhoria dos rácios de curto prazo». Com esta estratégia anti-crise em acção, a Flexitex conseguiu produzir e vender, em 2002, mais 300 mil metros de tecido do que no ano anterior. Para o biénio 2003/2004, os objectivos passam pelo crescimento da produção e pela conquista de novos mercados. Um forte investimento em teares de alta qualidade, num montante próximo dos 650 mil euros, foi a aposta do último ano, e, para breve, a empresa prevê investir em sofisticados mecanismos de acabamento. Depois de uma pausa para ganhar impulso, a Flexitex voltou aos investimentos produtivos. No que diz respeito a projectos futuros, António Leite de Castro reforça a aposta na qualidade dos seus produtos e na conquista de outros mercados, referindo que a Flexitex continuará a ser igual a ela própria, perante clientes, fornecedores e concorrentes. A avaliação feita pela revista EXAME assentou em 7 critérios base, tendo-se verificado que a posição final das PME no sector têxtil ficou registado, por ordem decrescente e para além da Flexitex na primeira posição, pelaMabera (que ocupou o primeiro lugar em 2002 e 2000 e de 1995 a 1997) em segunda posição, seguida daFitecom,Irmãos Dias e daFábrica de Tecidos do Carvalho (que ocupou a primeira posição em 2001).









