Fátima Lopes de novo com o Centimfe

Seis meses depois de ter apresentado em Paris um vestido tecnológico produzido pelo Centimfe- Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos -, a estilista Fátima Lopes volta a trabalhar com este Centro no desenvolvimento de um novo projecto. À Lusa, a estilista mostrava-se satisfeita com esta colaboração. «Quando se desenha uma coisa, tudo é tão difícil até se conhecer o Centimfe», referiu, mostrando-se surpreendida por ter visto materializadas «aquelas coisas que estavam na minha cabeça». A estrutura do vestido era difícil de fazer, já que recorria a tecnologias de prototipagem rápida, e o a própria estrutura do vestido incluía bailarinas em várias posições e orquídeas que, segundo Fátima Lopes «me pareciam coisas impossíveis de fazer». Aliás, umas das situações que mais preocupa e dificulta o trabalho dos criadores é, de acordo com Fátima Lopes «o maior problema que os designers têm é passar o desenho ao molde… muitas vezes, sou obrigada a mudar os desenhos», acrescenta. Entretanto, e depois do sucesso deste trabalho conjunto, um novo projecto está em estudo. No entanto, Fátima Lopes não quis, por enquanto, adiantar mais pormenores. Por seu lado, Joaquim Menezes, presidente do Centimfe, disse apenas que este projecto «deverá estar concluído dentro de seis meses». Joaquim Menezes relembra ainda que quando conheceu a estilista lhe disse que «impossível não existe», portanto continua à espera que «dentro das nossas competências, ponham-nos desafios». Ainda em relação ao vestido que fizeram para a anterior colecção de Fátima Lopes, Joaquim Menezes explicou que este foi feito com recurso à prototipagem rápida, que «permite a construção automática de modelos físicos por adição de camadas de materiais especiais, partindo de ficheiros CAD (Desenho Assistido por Computador)». A criação do vestido tecnológico «teve início com a modelação 3D em CAD, com base nos desenhos, fotografias e ideias fornecidas por Fátima Lopes», acrescentou o presidente do Centimfe. As formas foram modeladas por 3D, «recorrendo a computadores e ao software apropriado, de forma a serem produzidos por prototipagem rápida», explica. Em relação à estrutura do vestido e às bailarinas, Joaquim Menezes explicou terem sido «produzidas com Tecnologia SLS (Sinterização Selectiva Laser)», afirmando que «este processo permite criar um objecto tridimensional a partir de um ficheiro CAD, construindo o modelo físico através de um processo de consolidação de poliamida pó». As orquídeas do vestido, tal como os elementos de ligação do vestido foram produzidos em impressão Tri-Dimensional PolyJetTM, uma tecnologia que «permite criar rapidamente um modelo físico com elevado detalhe e rigor dimensional, a partir de um desenho CAD 3D» conclui Joaquim Menezes.Finalmente, e no que diz respeito a novos possíveis projectos, o presidente do Centimfe sublinhou que «a instituição está aberta a todos os portugueses que tenham ideias e não só aos dos sectores de moldes e de plásticos».