Entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, a Fast Retailing cresceu 14,8% face ao período homólogo do ano fiscal anterior, depois de alcançar receitas de 2,05 biliões de ienes (aproximadamente 11,07 mil milhões de euros). O lucro operacional aumentou 31,7%, para 400,6 mil milhões de ienes.
O desempenho foi impulsionado sobretudo pela Uniqlo, que registou uma expansão das receitas e dos lucros em todas as regiões, beneficiando da estratégia de reforço da marca, da abertura de lojas e da aposta em produtos de coleções permanentes e menos dependentes da sazonalidade.
No mercado doméstico, a Uniqlo Japão faturou 581,7 mil milhões de ienes, com um incremento de 7,4%, enquanto o lucro cresceu 13,4%, para 110,7 mil milhões de ienes, sustentado pela procura por produtos permanentes e pelo arranque da época fria, que impulsionou as vendas da coleção de inverno.
Já a Uniqlo Internacional destacou-se com um crescimento mais expressivo, com as receitas a subirem 22,4% para 1,2 biliões de ienes e o lucro a aumentar 37,4%, para 233 mil milhões de ienes. Todas as regiões contribuíram para este desempenho, com crescimentos de dois dígitos tanto nas vendas como nos resultados. Na Grande China, a marca registou um aumento das receitas e um crescimento de dois dígitos dos lucros, com destaque na China Continental. A Coreia do Sul, o Sudeste Asiático, a Índia, a Austrália, a América do Norte e a Europa apresentaram igualmente crescimentos de dois dígitos, beneficiando das vendas das coleções de inverno e produtos permanentes.
A marca GU registou receitas de 168,4 mil milhões de ienes, com um desenvolvimento de 1,6%, enquanto o lucro subiu 20,1%, favorecido pelas «fortes vendas de artigos que captaram as últimas tendências da moda de massas e pelo bom desempenho das novas lojas nos mercados de Taiwan e Hong Kong», explica a Fast Retailing.
Em sentido contrário, o segmento Global Brands evidenciou uma queda de 7,5% nas receitas, para 62,7 mil milhões de ienes e um prejuízo de 700 milhões de ienes. O resultado negativo resultou principalmente da marca Theory, afetada pela fraqueza do canal grossista nos EUA e pelo encerramento de lojas outlet no comércio eletrónico.
Para o conjunto do exercício fiscal de 2026, a Fast Retailing prevê manter a trajetória de crescimento, antecipando um novo aumento das receitas. Assim, o grupo japonês estima atingir receitas de 3,9 biliões de ienes, refletindo um aumento de 14,7% face a 2025, ano em que totalizou 3,4 biliões de ienes. Além disso, antecipa a continuação do crescimento da Uniqlo Internacional em todos os mercados, mesmo considerando o contexto atual do Médio Oriente, nomeadamente «o aumento dos custos de transporte em alguns mercados», mas sublinha que «não é esperado um impacto significativo do ponto de vista da produção e da logística».
Questionado sobre o impacto da guerra no Irão nas bases de produção do grupo, Tadashi Yanai, fundador e CEO da Fast Retailing, indica, em declarações à Reuters que o Sudeste Asiático está a ser a região mais afetada. «Realmente, não se pode fazer nada sem petróleo», refere, acrescentando que «sobre isso, penso que precisamos de protestar mais. E desejo sinceramente que ponham fim a estas guerras sem sentido».



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