Falta qualificação e cooperação nas empresas têxteis»

A dimensão reduzida das empresas, a falta de qualificação dos trabalhadores e a resistência ao associativismo são os principais obstáculos do sector têxtil em Portugal e na Galiza, aponta um estudo divulgado pela Oficina da Inovação (OI). Segundo o noticiado pela Lusa, de acordo com o estudo realizado por uma consultora galega, a dimensão média das empresas têxteis da Euroregião é de 20 trabalhadores, sendo que 54,4% são mulheres com uma média de 39 anos. Entre os inquiridos, apenas 15% afirmou ter feito formação profissional, mas, na maioria dos casos, não relacionada com o sector, refere a OI em comunicado. Como factores positivos, acrescenta, as empresas do Norte de Portugal e da Galiza apresentam uma «óptima relação qualidade/preço» em produtos de gama média/alta e «boas equipas de criadores». O estudo foi apresentado no III Encontro Transfronteiriço Ourense/Norte de Portugal, que promoveu em Ourense, o encontro de 23 Pequenas e Médias Empresas (PME) têxteis portuguesas com congéneres da Galiza. Segundo a OI, o encontro definiu que o futuro das PME passa necessariamente pelo investimento na inovação e na marca como forma de fazer face à crescente concorrência dos países asiáticos, mas também pela cooperação entre as empresas da Euroregião. «Há que esquecer a concorrência entre as duas regiões e criar em conjunto produtos diferenciados, para explorarmos, de forma conjunta, os mercados emergentes de Angola, Brasil e Moçambique», defende.