Inserida no Projecto Pró-Crisis, o seminário intitulado "Factores de Competitividade na ITV" foi dividido em seis temáticas distintas: "Metodologia de Desenvolvimento de Produto", com apresentação de David Tyler; "A Logística", apresentada por Alcíbiades Paulo Guedes; "A Distribuição" apresentada por Ana Félix; "A Estratégia de Branding" apresentada por Miguel Maya; "A Internacionalização" apresentada por Nuno Sousa e "A Inovação e Competitividade" apresentada por Eduardo Diniz.A apresentação do projecto Pró-Crisis, financiado pela CE, ficou a cargo de Ana Ramôa. Este projecto apresenta parceiros internacionais de 2 países internacionais – a Grécia e a França -, e dois observadores – Roménia e Bulgária, cujo objectivo passa por construir um modelo de monitorização e análise da evolução da ITV europeia em geral, e destes três países, em particular.As sessões foram precedidas por David Tyler, docente da Universidade de Manchester que explicou as principais causas de ineficiência no desenvolvimento do produto. Estas passam pela falta de comunicação entre departamentos, onde Tyler sugeriu um modelo com eliminação das barreiras entre os vários estágios/departamentos envolvidos. Alcíbiades Paulo Guedes, professor da Escola de Gestão do Porto, explicou o que pode influenciar a competitividade da ITV e explicou a razão pela qual os factores estratégicos podem justificar o sucesso de algumas conhecidas empresas, em detrimento de quem não investe na área da logística. Apresentando um estudo da LogNorte, Alcíbiades afirmou que a Indústria Têxtil e do Vestuário ainda se situa no segundo de cinco estádios de investimento aconselhado em logística.Segundo, a directora de Marketing da Crispim Abreu, «o tempo é a palavra crucial de todos os discursos» e o sucesso da gestão da distribuição, com alta taxa de crescimento dos resultados e risco reduzido, faz-se por «fazer chegar, a tempo e com qualidade». Para Ana Félix o crescimento da marca Cenoura tem-se sustentado na sua qualidade e na aposta no produto nacional, porque acima de tudo «Portugal sabe fazer. E sabe fazer bem».Após um curto interregno para café, a sessão foi retomada por Miguel Maya, Director Geral Adjunto da Brasopi, SA e que foi convidado para abordar a estratégia de Branding, da Throttleman. Dividida em três segmentos – homem, senhora e criança -, Maya explicou os valores da marca, descrevendo o cliente alvo e destacando a importância de bem trabalhar uma base de dados actualizada e detalhada para a concretização deste passo estratégico.Nuno Sousa, director de Marketing da Flor da Moda, SA – Ana Sousa – desenvolveu uma apresentação tendo como tema base a internacionalização. A estratégia passa por controlar a criação, por uma aposta acrescida nas novas tecnologias e pela criação de bons estudos de mercado. Para Nuno Sousa, uma das maiores ferramentas de marketing da Ana Sousa passa pela aposta nas lojas próprias que proporcionam o acesso directo ao cliente. A Ana Sousa possui já 54 lojas.O último tema foi apresentado por Eduardo Diniz, director geral da Indústria Têxtil do Ave e reflectiu a importância da inovação e da competitividade. Segundo Eduardo Diniz, qualquer artigo que não seja rentável deve sair imediatamente de produção e um dos segredos de permanecer no mercado é criar dependência ao cliente.O certame finalizou com um debate entre os presentes e David Taylor finalizou os trabalhos, complementando que a melhor inovação é a realizada pelos trabalhadores, voltando a frisar a importância do trabalho em grupo e da partilha de informação.










