Exportações para o Reino Unido em sobe e desce

Depois de um período de quebra, as exportações portuguesas de têxteis e vestuário com destino ao Reino Unido regressaram ao crescimento em 2021, mas a tendência que parece ter sido interrompida no ano passado.

Com uma quota de mercado em valor na ordem de 6,6% do total e 24,8% ao nível extracomunitário no ano 2022, o Reino Unido é o 6.º principal mercado de destino das exportações portuguesas de têxteis e de vestuário e o 2.º ao nível extracomunitário. O mercado britânico tem evidenciado um desempenho composto por períodos alternados de crescimento e de quebra, com a respetiva representatividade a variar de forma considerável.

Após uma fase de crescimento sistemático entre 2010 e 2015, as exportações evoluíram negativamente entre 2016 e 2020, regressando ao crescimento em 2021 (+4,2%) e 2022 (+3,5%). No entanto, as subidas recentemente verificadas ficaram abaixo da generalidade das exportações portuguesas de têxteis e de vestuário, o que resultou na diminuição da quota do mercado britânico (longe dos 13,6% de 2005 ou dos 9,0% de 2015).

Entre as principais categorias de produtos exportados, o destaque no primeiro semestre vai para o vestuário e seus acessórios, de malha (capítulo 61), com uma proporção de 39%, sendo também de destacar as exportações de vestuário e seus acessórios, exceto de malha (capítulo 62), com uma proporção de 24%, que apesar das quebras generalizadas noutras categorias, registou um crescimento de 27%, para 45,7 milhões de euros.

Outros têxteis confecionados (capítulo 63), com uma proporção de 15%, e as pastas, feltros, falsos tecidos e cordoaria (capítulo 56), com uma proporção próxima de 8%, são outras categorias relevantes.

Embora com uma representação inferior, as exportações da categoria lã, com um crescimento de 26,7%, para 3,5 milhões de euros, tiveram uma prestação positiva nos primeiros seis meses do ano, o mesmo acontecendo com os tecidos de malha com um crescimento de 3,1%, para 2,6 milhões de euros.

Análise do CENIT com base nos dados do INE