Apesar de ameaçados pelo fim das quotas, os fabricantes e comerciantes de vestuário de Hong Kong estão a resistir à crescente concorrência da China continental, almejando as faixas mais altas deste mercado e tirando vantagens dos baixos custos de produção.
As exportações de vestuário de Hong Kong cresceram 2,3% em termos de valor (em dólares norte-americanos), em Janeiro passado, depois de terem aumentado 3,1% em 2003, para um total de 23 mil milhões de dólares, mesmo tendo em conta o efeito negativo do surto de SARS, na primeira metade do ano transacto.Estes dados incluem as exportações de vestuário produzido no território, e as re-exportações, proporcionando assim uma visão global deste negócio em Hong Kong, sendo que as últimas representam a maior parte das vendas totais ao estrangeiro, e tendo as exportações domésticas crescido 1,1% em volume em Janeiro, depois de caírem 3,2% em 2003, para as 4,5 mil milhões de peças.Depois de subirem em 2003, as vendas aos Estados Unidos perderam 8,4% em volume, em Janeiro passado, tendo perdido apenas 4,3% em termos de valor.Quanto às exportações para os principais mercados na União Europeia, também registaram uma evolução positiva, com as vendas ao Reino Unido a crescerem 23% em valor, enquanto para a Alemanha e França aumentaram 2,8% e 26,6%, respectivamente, em Janeiro de 2003.Por seu lado, as exportações de vestuário de Hong Kong para o Canadá aumentaram 14,8% em termos de valor, em Janeiro, confirmando desta forma a algo surpreendente recuperação deste negócio em Hong Kong.Aliás, a América do Norte e a União Europeia asseguraram a maior parte das exportações deste território chinês, tendo a China sido o segundo destino mais importante, em parte devido ao grande desenvolvimento das vendas de vestuário de marcas internacionais naquele país, na última década.Hong Kong continua assim a ser um dos maiores centros abastecedores dos compradores dos Estados Unidos e da União Europeia, e os seus exportadores conseguiram desenvolver um eficaz e lucrativo esquema de sub-contratação nos últimos anos.Em 2003, os produtores locais continuaram a deslocar a produção para a China continental, embora mantivessem uma pequena parte do processo em Hong Kong, de forma a poderem manter essa origem nos artigos fabricados.A indústria do vestuário em Hong Kong representa 15% da produção total, empregando 110.000 pessoas, ou seja, 29% do total do emprego no sector industrial.









