Exportações de têxteis-lar regressam ao crescimento

Em outubro, os envios da categoria outros artefactos têxteis confecionados, que engloba a maior parte dos têxteis-lar, regressaram ao verde, contribuindo para que os números das exportações de outubro sejam mais positivos que os de setembro.

De acordo com os números publicados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, as exportações de matérias têxteis e suas obras registaram um valor de 481,69 milhões de euros, o que representa uma descida de 2,1% face ao mesmo mês do ano passado. Embora os números continuem negativos, são melhores do que as comparações em setembro, mês em que as exportações baixaram 7,4% relativamente a igual mês de 2022.

Para os números mais positivos em outubro contribuíram os têxteis-lar, pelo menos os agregados na categoria outros artefactos têxteis confecionados – as exportações deste tipo de artigo subiram 8,7% em outubro em comparação com outubro de 2022, equivalente a mais 5,6 milhões de euros, para um total de 70,2 milhões de euros – é preciso recuar a julho de 2022 (88,6 milhões de euros) para encontrar um valor mensal mais alto.

A subida das exportações de outros artefactos têxteis confecionados no mês de outubro foram impulsionadas por um aumento praticamente generalizado ao nível das subcategorias: cobertores e mantas (+43,1%, para 3,84 milhões de euros); roupa de cama, mesa, toucador ou cozinha (+13,8%, para 52,14 milhões de euros); cortinados e cortinas (+14%, para 1,8 milhões de euros); artigos para guarnição de interiores (+24,7%, para 3,93 milhões de euros).

Também pela positiva destacam-se as exportações de tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados (+1,45%, para 29,2 milhões de euros), de pastas (ouates), feltros e falsos tecidos (+9,1%, para 21,2 milhões de euros), e de tapetes e outros revestimentos para pavimentos (+29,25%, para 7,7 milhões de euros).

Os números de outubro são, contudo, menos positivos para outras categorias, nomeadamente para o vestuário, com quedas de 5,4% nas exportações de vestuário e seus acessórios, de malha, para 197,94 milhões de euros, e de 3,6% no vestuário e acessórios de tecido, para 82,25 milhões de euros. Os tecidos de malha (-1,8%, para 12,46 milhões de euros) também sentiram uma queda nas exportações em outubro.

Envios acumulados em queda

No total, entre janeiro e outubro, as exportações de matérias têxteis e suas obras registaram uma evolução negativa de 5,2%, para 4,89 mil milhões de euros, em comparação com 5,16 milhões de euros registados nos primeiros 10 meses de 2022.

Apesar de melhores resultados no mês de outubro, as exportações de outros artefactos têxteis confecionados registaram uma queda de 14,5%, para 613,97 milhões de euros.

Já no vestuário, os resultados neste período de 10 meses são distintos, dependendo do tipo de artigo: as exportações de vestuário em malha desceram 7,8%, para 1,97 mil milhões de euros, enquanto as de vestuário em tecido subiram 8,3%, para 909 milhões de euros.

Pela positiva destacam-se ainda as exportações de tecidos de malha (+2,14%, para 157,8 milhões de euros), as de tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados (+3,2%, para 294,72 milhões de euros) e as da categoria lã (+14,9%, para 67,56 milhões de euros).

Já em termos de mercados geográficos, a queda é generalizada nos 10 principais destinos das exportações nacionais de matérias têxteis e suas obras, com as exceções a serem o Canadá (+12,56%, para 87,79 milhões de euros) e a França (+0,4%, para 788,1 milhões de euros).

Entre estes principais mercados, as quedas mais acentuadas em termos relativos registam-se nos envios para a Suécia (-16,8%, para 95,1 milhões de euros), para Itália (-13%, para 337,98 milhões de euros), para os EUA (-11,6%, para 351,2 milhões de euros) e para o Reino Unido (-10,4%, para 306,1 milhões de euros).