Ao contrário de outubro, em novembro, as exportações portuguesas de têxteis e vestuário caíram 3,6%, para 469,5 milhões de euros, face ao mesmo mês de 2023, com a generalidade das categorias a revelarem comparações negativas. As exceções são outros artefactos têxteis confecionados, que engloba a maioria dos têxteis-lar, com um aumento de 2,24%, para 69,3 milhões de euros, as pastas (ouates), feltros e falsos tecidos, que inclui artigos de cordoaria, com um aumento de cerca de 4%, para 21 milhões de euros, e os tapetes e outros revestimentos para pavimentos, de matérias têxteis, que somou mais 2%, para 7,75 milhões de euros.
No acumulado dos primeiros 11 meses de 2024, as exportações portuguesas de têxteis e vestuário baixaram 4,4% face a igual período do ano anterior, para 5,15 mil milhões de euros.
A maior parte das categorias de produto revela comparações negativas, nomeadamente o vestuário de malha (-6,2%, equivalente a menos 134,4 milhões de euros), vestuário em tecido (-6,5%, representando menos 65,59 milhões de euros) e fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (-18,3%, o que significa menos 46,5 milhões de euros).
A exceção é a categoria outros artefactos têxteis confecionados, com um crescimento de 6,1%, representando um acréscimo de 41,4 milhões de euros, para 723,4 milhões de euros. Dentro desta categoria destacam-se as roupas de cama, mesa, toucador ou cozinha, de qualquer matéria têxtil, cujas exportações subiram 7,3%, para 530,75 milhões de euros. A maioria desse crescimento foi impulsionado pelos envios para os EUA, que aumentaram 20,6% nos primeiros 11 meses do mês face ao período de janeiro a novembro de 2023, equivalente a mais 17,9 milhões de euros, para 104,8 milhões de euros.
O mercado americano, que ocupa o quarto lugar no ranking de exportações de matérias têxteis, é o único, no geral, entre os 10 principais destinos dos têxteis e vestuário portugueses, a registar um crescimento das compras no acumulado dos primeiros 11 meses de 2024. Os restantes registam quedas, nomeadamente Espanha, que ocupa o primeiro lugar, com uma queda de 3,1%, equivalente a menos 38,6 milhões de euros, para 1,21 mil milhões de euros. Em termos absolutos, no entanto, a maior descida foi sentida no mercado francês, que reduziu em 73,1 milhões de euros (-8,4%) as suas compras, para 799 milhões de euros.











