Exportações da ITV recuperam ligeiramente

Os números continuam negativos, mas novembro trouxe resultados melhores para as exportações de têxteis e vestuário, que registaram uma queda ligeira de 0,9% face a novembro de 2022. O mês trouxe ainda crescimento em categorias como o vestuário de malha.

[©ModaPortugal-Dulce Daniel]

Entre janeiro e novembro de 2023, as exportações de matérias têxteis e suas obras baixaram para 5.395,5 milhões de euros, em comparação com 5.669,2 milhões de euros em igual período de 2022.

A descida é comum a várias categorias, mas há outras que continuam a crescer, como é o caso do vestuário e seus acessórios exceto malha (cujas exportações aumentaram 7,2% nos primeiros 11 meses de 2022, para 990,85 milhões de euros), dos tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados (+2%, para 323,26 milhões de euros) e dos tecidos de malha (+1,1%, para 172,85 milhões de euros).

Já por mercados geográficos, o panorama é menos positivo e, entre os 10 principais destinos de exportação de têxteis e vestuário, apenas França (o segundo mercado nacional) e Canadá (o 10.º) registam valores positivos, com um aumento quase impercetível de 0,3%, para 868,7 milhões de euros, o primeiro caso, e um crescimento de 10,8%, para 93,7 milhões de euros, no segundo.

Entre as quedas, o destaque vai para os EUA, que compraram menos 11,5% de têxteis e vestuário a Portugal neste período, assim como para Itália (-19,6%, para 380,6 milhões de euros).

Estas reduções têm sido parcialmente compensadas com envios para outros mercados, nomeadamente para Marrocos – que registou uma subida de 27,5% face ao período homólogo de 2022, para 53,2 milhões de euros, sendo agora o 14.º mercado da ITV portuguesa – e para a Polónia (+15%, para 53,2 milhões de euros), que ultrapassou a Chéquia e ocupa o 15.º lugar na lista de principais destinos das exportações nacionais de matérias têxteis e suas obras.

Dados mensais com melhorias

Na análise mensal, os números das exportações nos últimos três meses – setembro, outubro e novembro – parecem evidenciar uma ligeira melhoria. Em comparação com os meses homólogos de 2022, as quedas foram sendo menos significativas, passando de -7,57% em setembro, para -1,9% em outubro e para 0,89% em novembro.

Os dados de novembro, de resto, mostram um panorama diferente dos números acumulados, com a subida das exportações da categoria de outros têxteis confecionados, onde se inclui grande parte dos têxteis-lar (+8% face a novembro de 2022, para 6,78 milhões de euros), assim como de vestuário e seus acessórios de malha, que aumentaram 4,63%, para 219,9 milhões de euros.

Pelo contrário, neste mês as exportações de vestuário e seus acessórios, exceto de malha registaram uma quebra de 4,85%, para 80,9 milhões de euros, uma tendência negativa sentida igualmente nas exportações de tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados (-6,4%, para 29,2 milhões de euros), fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (-17,8%, para 21,69 milhões de euros), pastas (ouates), feltros e falsos tecidos, onde se incluem também os artigos de cordoaria (-27,8%, para 21,2 milhões de euros) e tecidos de malha (-8,3%, para 15,2 milhões de euros).