Exportações da ITV confirmam queda

No ano de 2023, houve uma descida de 5,56% nas exportações das empresas portuguesas de têxteis e vestuário face a 2022, que se ficaram pelos 5,75 mil milhões de euros. O vestuário de tecido destacou-se pela positiva e o vestuário em malha pela negativa.

O valor das exportações ficou cerca de 338,9 milhões de euros abaixo do registado em 2022, um ano recorde para a indústria têxtil e vestuário portuguesa, em que atingiu 6,09 mil milhões de euros.

Em termos geográficos, e tendo em conta os 10 principais destinos de exportações de têxteis e vestuário, há uma queda generalizada, que varia de cerca de -1% para França (equivalente a menos 9,1 milhões de euros exportados, para 930,2 milhões de euros), a -117,8% para a Suécia (o que representa menos 24,3 milhões de euros, para 112,6 milhões de euros). Em termos absolutos, contudo, as quedas são mais expressivas nos envios para Espanha (menos 77,4 milhões de euros, para 1,34 mil milhões de euros) e para os EUA (menos 48,6 milhões de euros, para 427,99 milhões de euros).

A única exceção no top 10 de mercados é o Canadá, para onde as exportações nacionais aumentaram em 10,3% as vendas, equivalente a mais 9,3 milhões de euros, para 99,4 milhões de euros.

Por tipologia de bens, verifica-se igualmente uma descida generalizada, com exceção das categorias: vestuário e acessórios, exceto de malha, vulgarmente conhecida como vestuário em tecido, que registou um crescimento de 5,3% face aos números de 2022, para 1.056 milhões de euros, o que representa mais 53,2 milhões de euros do que em 2022; lã (+11,8%, equivalente a mais 8,1 milhões de euros, para 77,4 milhões de euros; e tecidos de malha, com uma subida de 1,48% das exportações, para 185,3 milhões de euros.

No caso do vestuário em tecido, as exportações foram particularmente fortes, entre os principais mercados, para o Canadá, que quase duplicou as suas compras face a 2022, para 25,8 milhões de euros, para Itália (+17%, para 50,1 milhões de euros) e para França (+10,7%, para 190,35 milhões de euros). Para Espanha, que continua a ser o principal mercado, as exportações de vestuário em tecido baixaram 1,3%, equivalente a menos 4,1 milhões de euros, para 317,1 milhões de euros.

Já nas exportações de lã, os três principais mercados foram a Alemanha (+8,1%, para 15,48 milhões de euros, a Roménia (+7,65%, para 12,26 milhões de euros) e Espanha (+54,9%, para 10,46 milhões de euros). Destaca-se ainda o incremento registado nos envios para França (+53,8%, para 2,2 milhões de euros) e para a Turquia (+25,9%, para 2,02 milhões de euros).

Os tecidos de malha, por seu lado, foram vendidos sobretudo para Espanha (39,1 milhões de euros, representando uma subida de 26,1%), França (21,3 milhões de euros, equivalente a uma queda de 28,7%) e Alemanha (17,5 milhões de euros, o que significa um aumento de 9% face a 2022). Entre os mercados que mais cresceram nas exportações deste tipo de artigo estão os EUA (+45,8%, para 16,9 milhões de euros), a Suécia (+55,4%, para 3,42 milhões de euros) e a Chéquia (+29,4%, para 2,85 milhões de euros).