Exportações da ITV caem menos

O início de 2006 ficou caracterizado por um abrandamento das taxas de queda das exportações da ITV nacional. De acordo com os dados do Observatório Têxtil do Cenestap, as exportações acumuladas nos dois primeiros meses do ano ascenderam 691,8 milhões de euros, correspondendo a um abrandamento de 3,4% face ao período homólogo de 2005. Neste contexto, após um período de fortes quedas que sucedeu a eliminação das restrições quantitativas às importações com taxas de queda homólogas a ultrapassar os dois dígitos, as exportações apresentam agora taxas de redução mais moderadas. Na base deste abrandamento está a evolução do vestuário cujas exportações caíram 3,6% nos dois primeiros meses do ano quando comparadas com o período homólogo de 2005. No sector têxtil as vendas ao exterior também se mantiveram em terreno negativo (-2,9%) influenciadas pelo desempenho desfavorável dos artigos de lã e dos outros artigos têxteis confeccionados onde se incluem parte dos têxteis-lar. Pela positiva destacam-se as pastas, feltros e os artigos de cordoaria com um aumento de 29,2%. As importações registaram, à semelhança de Janeiro, um abrandamento superior às exportações contribuindo, desta forma, para melhorar o saldo da Balança Comercial. Os dados do Observatório Têxtil do Cenestap apontam para um total importado de 504,8 milhões de euros, menos 4,3% que nos primeiros dois meses do ano transacto. Na base desta queda das entradas esteve o vestuário com uma redução de 8,2% das importações que compara com a queda de 0,9% no sector têxtil. De referir que o sector têxtil beneficiou do forte crescimento das entradas de outros artigos têxteis confeccionados de 24,4%. As variações descritas reflectiram-se num saldo positivo da Balança Comercial de 187,0 milhões de euros a que corresponde uma taxade coberturade 137,0%.Esta análise é apresentada em Ficha Informativa disponível no PortugalTextil.com