Exportações da ITV aumentam em abril

Os números de abril mostram uma subida das exportações portuguesas de têxteis e vestuário em comparação com o mesmo mês do ano passado. A variação dos valores acumulados nos primeiros quatro meses do ano continua, contudo, a ser negativa.

O mês de abril trouxe boas notícias para as exportações portuguesas de têxteis e vestuário, com os dados compilados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a revelarem um crescimento de 4,1% face a igual mês de 2023. No quarto mês do ano, as exportações ascenderam a 443,6 milhões de euros, em comparação com 426,1 milhões de euros registados no mesmo mês do ano passado.

Em termos de tipo de produto, destaque para as vendas ao exterior na categoria outros artefactos têxteis confecionados, que inclui a maioria dos têxteis-lar (+27,8%), assim como do vestuário e seus acessórios, exceto de malha (+3,2%).

Já no acumulado entre janeiro e abril, a indústria têxtil e vestuário portuguesa exportou 1,86 mil milhões de euros, o que representa uma descida de 7,8% face ao mesmo período do ano passado, equivalente a menos 158,5 milhões de euros.

Os 10 maiores mercados de têxteis e vestuário vendidos a partir de Portugal registam quedas entre cerca de 3% – caso dos EUA, atualmente quinto maior comprador de têxteis e vestuário “made in Portugal” – e 14% (caso da Suécia).

Espanha, que continua a ser o principal destino, registou uma queda de 9,3%, com as exportações a diminuírem de 467,1 milhões de euros nos primeiros quatro meses de 2023 para 423,6 milhões de euros no período homólogo de 2024.

Por ordem de importância, o mercado francês (-8,3%), alemão (-8,1%) e italiano (-6,8%) registaram igualmente quedas, o mesmo acontecendo com o Reino Unido (no sexto lugar da lista, tendo registado uma redução de 5,1% nas importações de têxteis e vestuário portugueses), Países Baixos (-5,1%) e Bélgica (-5%). O Canadá, que fecha a lista dos 10 principais mercados de exportação, sofreu uma diminuição de 5,7%.

A informação do INE mostra que é preciso descer até ao 14.º principal mercado – a Polónia – para encontrar um aumento das exportações: subiram 15,3%, para 21,5 milhões de euros.

Por categoria de exportação, os dados dão igualmente conta de um panorama de descidas, com as exceções a serem a categoria outras fibras vegetais (+45,5%, para 11,6 milhões de euros), tapetes e outros revestimentos (+6,6%), outros artefactos têxteis confecionados (+4,3%) e pastas (ouates), feltros e falsos tecidos, que inclui ainda os artigos de cordoaria (+0,3%).

No caso da categoria outros artefactos têxteis confecionados, as vendas ao exterior cresceram cerca de 9,7 milhões de euros, para 236,2 milhões de euros. A subcategoria roupas de cama, mesa, toucador ou cozinha, de qualquer matéria têxtil (exceto rodilhas, esfregões, panos de prato ou de cozinha e flanelas de limpeza) foi a principal impulsionadora do crescimento, com um acréscimo de cerca de 12,7 milhões de euros de vendas ao exterior neste período, para 171,5 milhões de euros.

As categorias de vestuário, por seu lado, sentiram uma diminuição nas compras no acumulado entre janeiro e abril, com uma queda de 10,6%, para 714,4 milhões de euros, no vestuário de malha e de 7,5%, para 350,6 milhões de euros, no vestuário em tecido.