Expocouro/Fipele debateu novas tecnologias no sector

Depois de registar uma taxa global de crescimento na ordem dos 16% nos últimos tempos, os curtumes nacionais terão pela frente uma fase evolutiva bem mais moderada. Esta foi uma das mensagens deixadas pela Associação Portuguesa dos Industriais de Curtumes (APIC), no fórum de debate realizado no âmbito da Expocouro/Fipele, 16.º Salão Internacional da Pele, que decorreu entre 30 de Novembro e 1 de Dezembro, na Exponor, em Matosinhos. Este certame recebeu perto de 8.000 visitantes e foi igualmente aproveitado para diagnosticar o presente e o futuro do sector, sob a capa da importância das novas tecnologias da informação. A iniciativa juntou no Centro de Congressos da Feira Internacional do Porto vários agentes e interessados nas matérias, todos a pensar nas preocupações, desafios e oportunidades que vão marcando os vários segmentos do negócio. Segundo a APIC, pese embora o momentâneo arrefecimento económico, haverá razões suficientes para o futuro ser encarado com um “optimismo razoável”, alicerçado numa coluna previsional que aponta para uma taxa de crescimento “gradual mas moderada”, nos anos mais próximos. O sector atravessa actualmente uma fase de reestruturação, sendo que menos produtos são sinónimo de maior qualidade. De resto, de 1998 para cá, as exportações cresceram de 15% 24% (em 2001), ao mesmo tempo que diminuiu a dependência do segmento do calçado – que passou a absorver 77% da produção (em vez dos 90% de há quatro anos atrás) – sendo de sublinhar ainda uma subida de 7% na componente de vestuário, que passou de um peso de 5% para 12%. Ao nível da introdução das novas tecnologias da informação e comunicação, o retrato traçado pelo centro tecnológico deste sector deixa perceber que as condicionantes abundam e que a tarefa ainda não estará tão assimilada pelo empresariado como seria desejável. Seja como for, as oportunidades existem e os obstáculos a ultrapassar parecem ser as vitaminas que alimentam as expectativas do sector.