Europa produz menos não-tecidos

Face a 2022, a produção de não-tecidos registou uma descida em volume e área no ano passado, embora as vendas se mantenham em valores acima dos registados antes da pandemia.

[©Pixabay-Mildred Rios]

A produção de não-tecidos na Europa caiu 5,7% em volume, para 2,86 milhões de toneladas em 2023 em comparação com 2022, e 5,5% em termos de área, para 81,7 mil milhões de metros quadrados de não-tecidos.

Os números, providenciados pelo relatório de estatística da associação de não-tecidos Edana, mostra ainda diferentes tendências na produção em termos nacionais, incluindo ao nível dos processos produtivos e segmentos de mercado.

«A produção europeia de não-tecidos registou o segundo declínio consecutivo desde que atingiu o pico em 2021, mas é necessário analisar mais os dados e avaliar as tendências de acordo com os diferentes processos produtivos», explica Jacques Prigneaux, diretor de análise de mercado e assuntos económicos da Edana. «Para o processo a seco ou cardação (drylaid), a produção de não-tecidos ligados térmica e quimicamente demonstrou um declínio de dois dígitos. A produção de não-tecidos à base de polímeros diminuiu novamente, mas permaneceu acima do nível de 2019, apesar de uma diminuição acentuada nos materiais isolados meltblown. Ao mesmo tempo, alguns processos de produção, como a cardação por hidroentrelaçamento e o airlaid (processo de fabricação de não-tecido aerodinâmico por via seca) de fibras curtas, permaneceram estáveis ​​ou ligeiramente acima dos respetivos níveis do ano anterior», acrescenta.

«Se considerarmos as vendas tanto dentro como fora da Europa, segmentos como higiene, medicina – além das máscaras –, construção de edifícios, filtros e materiais eletrónicos desceram significativamente em comparação com os níveis de 2022, mas ficaram ou ao mesmo nível ou acima dos números observados em 2019. No geral, o mercado dos toalhetes, incluindo nos segmentos de cuidado pessoal, industrial e doméstico, ficou estável (+0,9%) e houve algumas exceções dignas de nota noutras aplicações, onde as vendas de não-tecidos recuperaram», aponta.

Estes aumentos foram sentidos no interior de automóveis (+3,7%), agricultura (+7,7%), roupa de mesa (+4,2%), compressas de algodão (+6,8%), vestuário de proteção individual (+10%) e embalagens (+9,5%).

«As tendências para os dados da área de superfície podem ser diferentes, já que o peso dos produtos é igualmente importante», refere Jacques Prigneaux. «Como tal, os números da Edana em metros quadrados continuam a fornecer aos nossos membros informação importante todos os anos», acrescenta.