Euroclustex passa à acção

À volta de uma grande mesa redonda, os players ligados à Indústria Têxtil e de Vestuário do Norte de Portugal e da Galiza trocaram ideias sobre o Euroclustex, que pretende fomentar a cooperação entre as empresas, entre estas e os centros tecnológicos e promover a inovação e a tecnologia no sector. Nos últimos tempos houve uma aproximação muito grande da Indústria Têxtil e de Vestuário no Norte de Portugal e na Galiza. A relação está construída, a proximidade é muito grande. A Galiza trata Portugal numa relação de igualdade e respeito e penso que temos condições para aplicar a ideia do cluster. Há muito que falamos nisso, mas acho que nos entendemos melhor a fazer do que a falar. Os namoros começam a falar, mas acabam na cama. Agora está na altura de irmos para a cama», explicou Daniel Bessa na sua intervenção. Para Pedro Regojo, presidente da Asociación de Industrias de Punto y Confección (AIPC), temos muitos projectos e acreditamos que estamos no caminho certo». Também João Costa, presidente da ATP, considera ser possível aproveitar o melhor dos dois lados, para melhorar o negócio e a competitividade dos nossos produtos», enquanto que para Javier Guerra, Conselheiro da Economia e Indústria, este cluster poderá permitir à Indústria Têxtil e de Vestuário dos dois países competir melhor com outros países. O factor preço é cada vez mais para esquecer e é preciso apostar na qualidade e flexibilidade que as empresas destas duas regiões podem oferecer». Quanto aos projectos abrangidos pelo programa, com a duração de dois anos e um investimento total de cerca de 580 mil euros, estão previstas algumas jornadas de divulgação e a criação de uma base de dados que identifique quem é quem», referiu Alberto Guisande, secretário-geral da AIPC. O Euroclustex tem já um site da Internet (www.euroclustex.com), onde constam as suas linhas mestras e que, futuramente, albergará bases de dados das empresas e até uma bolsa de cooperação. Há um grande realismo com este projecto, cujo objectivo essencial passa por alargar a capacidade de conhecimento mútuo, para o qual contribui o seu portal na Internet», afirmou Paulo Vaz, director-geral da ATP. Previstas estão também missões comuns em mercados internacionais, como o México e o Brasil, onde as duas regiões cooperantes têm boas relações. Não vamos salvar o sector, mas se houver mais empresas do Norte de Portugal e da Galiza no fim destes dois anos a cooperar, teremos cumprido o nosso objectivo», concluiu Paulo Vaz.