Após recusar o desenvolvimento de negociações de livre comércio com cinco países da África Sub-saariana em Maio, os EUA reafirmaram a intenção de negociar novos acordos comerciais com diversos países africanos, incluindo Quénia, Maurícias, Moçambique e Gana. A nova estratégia evidencia uma mudança significativa na abordagem norte-americana em relação a África, continente que até à data não recebeu uma atenção significativa por parte dos responsáveis comerciais norte-americanos, cuja atenção se tem focado fundamentalmente na América do Norte, na América Latina e no Sudeste da Ásia. Até à data, o comércio norte-americano com África tem sido gerido fundamentalmente no âmbito do Africa Growth and Opportunity Act (AGOA), ao abrigo do qual 37 países africanos exportam os seus produtos para o mercado norte-americano, beneficiando de condições preferenciais. Com a expiração do AGOA prevista para 2015, os EUA planeiam transformar o actual acordo num acordo de livre comércio. Esta modificação resultaria na diminuição das taxas alfandegárias aplicadas sobre os produtos norte-americanos importados pelos países africanos. Este interesse renovado de Washington por África evidencia uma mudança na estratégia em seguimento do recente colapso nas negociações comerciais com o Southern African Customs Union (SACU). As negociações de livre comércio foram encerradas quando os países membros do SACU (Botswana, Lesoto, Namíbia, Suazilândia e África do Sul), recusaram-se assumir as dispendiosas obrigações que resultam da liberalização do comércio.









