EUA combate importações ilegais de têxteis

Pela primeira vez, os exportadores de vestuários do Camboja foram incluídos na lista Alfandegária Americana das empresas suspeitas de ilegalmente fazerem entrar produtos nos Estados Unidos. Empresas de muitos outros países podem ser acrescentadas à lista nos próximos anos depois da Câmara de Representantes dos EUA aprovar o novo plano para combater importações ilegais de têxteis. A Alfândega americana irá banir a entrada de produtos têxteis vindos das empresas sediadas no Camboja, como a G.T. Garment, Kao Sing e Horus Industrial Corporation, adiantou a administração americana. Há alguns anos atrás, os agentes alfandegários americanos iniciaram uma investigação a fábricas localizadas em Hong-Kong e dezenas de negócios suspeitos foram progressivamente adicionados à lista negra. Sob pressão da indústria têxtil americana Depois das inspecções terem sido alargadas a Taiwan, Macau, Indonésia e Bangladesh, empresas de todos estes países foram acrescentadas à lista. A administração americana está agora a desenvolver medidas de controlo nas fronteiras americanas e também nos países de baixo custo. As associações da indústria têxtil americana denunciaram repetidamente o aumento nas importações ilegais na Ásia que já destruíram centenas de postos de trabalho nos Estados Unidos. Antes das eleições do próximo mês de Novembro, a Câmara de Representantes Americana organizou um ambicioso plano que tem como objectivo a redução das importações ilegais de produtos que beneficiem de uma origem falsa. O plano faz parte de uma outra estratégia levada a cabo pela US Customs Border Security aprovada no passado dia 22 de Maio. Cerca 10,07 milhões de euros serão gastos durante o ano fiscal de 2002 para contratar cerca de 72 empregados alfandegários que irão inspeccionar, investigar e monitorar as importações têxteis americanas. Cerca de 14 desses especialistas estarão sediados em países estrangeiros «para garantir o cumprimento das ordens», adianta a declaração.