EUA: Análise às importações de lençóis de cama

As importações norte-americanas de lençóis de cama em algodão registaram uma evolução positiva ao longo dos primeiros sete meses do ano, após a eliminação das quotas alfandegárias.

De acordo com a análise do Emerging Textiles às importações norte-americanas na categoria Otexa 361, registaram-se mudanças significativas nas importações norte-americanas de lençóis de cama em algodão. Após uma subida de apenas 17,50% em 2004, o volume das importações norte-americanas quase duplicaram durante os primeiros sete meses de 2005, registando-se uma subida de 93,82% no volume das importações.

Em termos de valor as importações dos EUA também registaram uma evolução muito significativa passando dos 324 milhões de dólares entre os meses de Janeiro e Julho de 2004 para os 537 milhões de dólares em igual período de 2005. Este aumento prende-se fundamentalmente com a eliminação das quotas alfandegárias.

Considerado como especialista mundial de lençóis de cama em algodão, o Paquistão foi o principal beneficiário da eliminação das quotas com uma subida de 539% no volume das suas exportações para o mercado norte-americano.

Actualmente os fornecedores paquistaneses enfrentam sérias dificuldades no acesso ao mercado europeu, em resultado das taxas anti-dumping que se encontram aplicadas desde o ano passado (ver notícia no Portugal Têxtil).

De acordo com o Emerging Textiles, os produtores paquistaneses aceitaram uma redução significativa nos preços para o mercado norte-americano como forma de resistir à concorrência da China. O preço médio unitário dos lençóis importados do Paquistão registou uma quebra dos 6,97 dólares por unidade, entre o período de Janeiro a Julho de 2004 para os 4,53 dólares por unidade em igual período de 2005, o que evidencia uma quebra de 35%.

Em igual período de tempo o preço médio dos lençóis com origem na China registou uma quebra de 37% cifrando-se nos 6,94 dólares por unidade. Os preços paquistaneses mantiveram-se 35% abaixo dos preços chineses.

Ao longo do período em análise as importações com origem na China também registaram uma evolução positiva, registando uma subida de 290% em termos de volume. A quota de mercado da China nos EUA aumentou dos 9,36% para os 18,83% enquanto que a quota do Paquistão passou dos 11% para os 36%.

A Índia foi o terceiro principal fornecedor durante o período de Janeiro a Julho, registando perdas no volume de exportações. Os fornecedores indianos estão a fazer a transição para segmentos mais altos de mercado quando comparados aos fornecedores paquistaneses.

O preço médio das importações com origem na Índia aumentou 5% ao longo do período, cifrando-se nos 10 dólares por unidade, valor que se encontra muito acima dos preços praticados pelos paquistaneses e chineses, e que não se encontra muito longe dos preços praticados pelos exportadores portugueses. A Índia permanece como segundo principal fornecedor em termos de valor, registando uma evolução dos 43,60% para os 52,20% na sua quota de mercado.

A Tailândia registou uma quebra significativa nos EUA com as exportações a registarem uma diminuição de 39% em termos de volume após quase duplicar em 2004. Portugal e México beneficiaram de uma surpreendente subida nas vendas, tal como aconteceu com o Bahrein que beneficiou do acordo de livre comércio com os EUA (ver notícia no Portugal Têxtil).

Portugal encontra-se posicionado no quarto lugar entre os principais fornecedores norte-americanos, registando uma evolução de 25,16% no volume das exportações e de 26,46% no valor das exportações para o mercado norte-americano, cifrado em mais de 39 milhões de dólares.

No entanto, apesar do bom desempenho registado, face ao elevado volume de importações com origem no Paquistão, China e Índia, as importações portuguesas registaram uma diminuição na quota de mercado em termos de valor (passando dos 9,58% em 2004, para os 7,32% em 2005) e em termos de volume (passando dos 7,35% em 2004, para os 4,74% em 2005) durante os primeiros sete meses do ano.

Em termos de preço médio unitário durante os primeiros sete meses do ano, as exportações portuguesas encontram-se cifradas nos 10,23 dólares por unidade, verificando-se uma subida de apenas 1,04% em relação ao preço médio registado em igual período de 2004.