A ronda, que eleva o capital total angariado para mais de 50 milhões de dólares (aproximadamente 43,3 milhões de euros), contou com a participação da Kompas VC, Happiness Capital, Extantia e Leitmotif, juntamente com a retalhista canadiana Lululemon.
Os 12 milhões de dólares angariados vão ser canalizados para acelerar a estratégia de comercialização da Epoch Biodesign nos mercados do vestuário, automóvel e industrial, apoiando a conclusão da construção de uma instalação de reciclagem de poliamida 6.6, em Londres, com capacidade para produzir 20 mil toneladas anuais de monómeros da fibra.
O processo desenvolvido pela Epoch Biodesign recorre a uma cascata de enzimas para decompor resíduos de poliamida pré e pós-consumo nos seus blocos de construção químicos. Os monómeros resultantes são depois utilizados para produzir poliamida 6.6 de qualidade virgem, sem recorrer a matérias-primas derivadas do petróleo.
Segundo a start-up, o processo permite recuperar mais de 90% dos monómeros desejados. «A única coisa que resta após o nosso processo são corantes, que são capturados e podem ser tratados separadamente», afirma Jacob Nathan, fundador e presidente executivo da start-up britânica, de acordo com a TechCrunch.
A volatilidade recente das matérias-primas reforça a proposta de valor da empresa. «Nas últimas semanas, o preço dos precursores da poliamida 6.6 e de outros materiais subiu, em termos de preço de mercado, em até 150%», aponta Jacob Nathan.
O fundador e presidente executivo da start-up britânica revela que quando a Epoch Biodesign atingir a capacidade máxima, poderá começar a trabalhar na reciclagem de outros plásticos. A tecnologia «pode ser adaptada para diferentes tipos de materiais e plásticos. A poliamida 6.6 atingirá a maturidade antes dos outros, mas temos alguns projetos promissores em fase de desenvolvimento», acrescenta Jacob Nathan.



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