Empresas fazem menos investimentos

Segundo dados avançados pelo Diário de Notícias, o investimento empresarial vai cair 3,4% este ano, depois de já ter sofrido uma contracção de 0,6% em 2001. Para além disso, o volume de empresas que apenas prevêem realizar investimentos baixou de 83% no ano passado para 72,3% De acordo com os dados do inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as maiores quebras no investimento vão registar-se no comércio (24,8%), alojamento e restauração (20,3%) e nas indústrias extractivas (29%). Já as actividades financeiras (11,8%), transportes, armazenagem e comunicações (9,9%) e as actividades imobiliárias e serviços às empresas (3,3%) contrariam o pessimismo geral. Sectores como têxteis e vestuário (39,1%), madeira e cortiça (25,6%), papel e artes gráficas (22,1%) e alimentação, bebidas e tabaco (16,7%) são os que estão em maior contenção de investimento. O mesmo não acontece com o equipamento eléctrico e de óptica (33,1%), borrachas e plásticos (32,5%) e produtos petrolíferos (28,1%), onde o investimento deverá aumentar. A principal fonte de canalização do investimento destina-se ao aumento da capacidade produtiva, que conta com cerca de 43,6% do capital investido, seguindo-se a substituição de equipamentos ou reposição da capacidade com 24,2%. A maior parte do investimento é financiado pelas empresas, mas para alguns sectores como imobiliárias e serviços às empresas, o crédito bancário contribui com mais de metade do financiamento. Os fundos comunitários têm uma importância limitada no financiamento do investimento empresarial, não indo além de 6,6% este ano.