Empresa turca implementa tingimento electroquímico da DyStar

Em Dezembro de 2003, a empresa turca Orta Anadolu, assinou um acordo de cooperação para a instalação em 2004 da primeira fábrica piloto para o tingimento electroquímico de bobinas cruzadas de fio com os corantes Indigo. Esta nova tecnologia, patenteada pela DyStar, é o resultado de uma investigação realizada entre aDyStar Textilfarben, oInstitute for Textile Chemistry and Textile Physics da Universidade de Innsbruck na Áustria, e a Thies, fabricante alemão de maquinaria têxtil.

 

Actualmente, a empresa turca faz o tingimento com corantes Indigo em máquinas convencionais para o tingimento de fio, que é utilizado no fabrico de tecidos denim. No entanto, estas unidades não são adequadas para fios finos ou para a total penetração dos corantes. O tingimento electroquímico das bobinas cruzadas dará à Orta Anadolu o acesso a novos segmentos de artigos, tais como tecidos para camisas ejeans de fácil lavagem, fabricados em diversas medidas de fio.

Apesar de existirem processos convencionais para o tingimento com o Indigo em bobinas cruzadas, estes são raramente utilizados devido a tenderem originar resultados de tingimento irregulares, assim como outros problemas de qualidade. Para além desta questão, apenas uma pequena proporção do Indigo é absorvida pela fibra e os agentes redutores não-regeneráveis poluem o efluente que resulta do processo produtivo.

Em contraste, o tingimento electroquímico com o corante Indigo da DyStar assegura uma boa uniformidade. Neste processo, os electrões de uma corrente eléctrica são usados em substituição do hidrossulfito como agente redutor. Estes são aplicados ao corante através de um intermediário regenerável e o banho de tingimento pode ser reutilizado. Este procedimento minimiza a quantidade de químicos envolvidos no processo e redua a contaminação dos efluentes.

A DyStar e a Thies fizeram a apresentação da nova tecnologia na ITMA em Birmingham, no Reino Unido, prevendo uma elevada procura para esta inovação.

O processo de tingimento electroquímico apresenta vantagens tecnológicas, ecológicas e económicas, nomeadamente: processos de tingimento mais curtos e mais fiáveis, reprodutibilidade melhorada, menor custo de efluente e melhor qualidade. Este processo é adequado para o tratamento com corantes de cuba Indanthren, Indigo e corantes sulfurosos Cassukfon. Ao contrário dos processos convencionais, que utilizam agentes redutores não-regeneráveis, o novo processo electroquímico utiliza a corrente eléctrica para reduzir os corantes com o auxilio de um sistema redox. Através da medição do potencial redox do banho de tingimento, é possível controlar o processo de tingimento e minimizar a utilização de produtos químicos.