O El Corte Inglés atingiu um novo recorde de crescimento. Com um volume de negócios que cresceu 7,8% (17 mil milhões de euros) e um resultado líquido com mais 9% para o exercício de 2006-2007 (encerrado em Fevereiro de 2007), o líder espanhol dos grandes armazéns pode encarar o futuro com tranquilidade. De acordo com o presidente do grupo, Isidoro Alvarez, «os objectivos de crescimento, de diversificação e de rentabilidade foram atingidos». Este ano, a imprensa espanhola insistiu particularmente na confirmação da liderança do El Corte Inglés como número um europeu de grandes armazéns e como o terceiro mundial em termos de vendas, atrás da Sears e do grupo Federated (proprietário dos armazéns Macy's e Bloomingdale's). Em termos de rentabilidade, o El Corte Inglés surge no segundo lugar, a seguir à cadeia Marks & Spencer e à frente dos armazéns americanos.O desenvolvimento do grupo espanhol continua a apoiar-se fortemente no crescimento do seu departamento de grandes armazéns (68 no final de Fevereiro), que representa a maior parte das vendas e dos lucros. Durante o exercício de 2006-2007, atingiu um volume de negócios superior a 9 mil milhões de euros (mais 7,3%) e um resultado líquido de 457,7 milhões de euros (mais 6,9%). Em 2006, abriu em três novas localizações: Mijas (Málaga), Getafe (Madrid), e Vila Nova de Gaia. Este ano, um novo El Corte Inglés instalou-se em Talavera de la Reina, perto de Toledo. Mas o líder espanhol não pensa ficar por aqui. Isidoro Alvarez quer acelerar o crescimento do grupo e procurar novos mercados. Para já, no próximo semestre, vão ser inaugurados quatro novos armazéns, o maior número de aberturas «na história do grupo». Guadalajara (perto de Madrid), Elche (perto de Alicante), Leganès (a sul de Madrid) e Jaen (na Andaluzia) vão acolher a chegada de um novo El Corte Inglés. A cadeia de hipermercados Hipercor mantém-se como a mais rentável do grupo mas é também aquela que tem um crescimento mais reduzido, com um aumento de 3,3% do volume de negócios e uma ligeira progressão dos lucros (mais 0,7%).Moda jovem e decoraçãoApesar do importante peso dos seus armazéns, o grupo não descura os seus outros formatos, reforçando mesmo o seu crescimento. As vendas da sua cadeia de moda jovem Sfera cresceram 35%, para mais de 103 milhões de euros. A Sfera, que abriu 20 novas lojas, das quais quatro em Portugal e na Bélgica, continua «a ser um formato ainda em fase de desenvolvimento», assume o grupo. O que não a impede de procurar mercados exteriores para crescer ainda mais depressa. No passado mês de Março, assinou um acordo com a cadeia de lojas mexicana Liverpool para criar uma joint-venture nesse país. Abriu também cinco lojas no México, em Cuernavaca e Monterrey. Estabeleceu ainda uma outra aliança com um grupo internacional para abrir franchisings no Kuwait e na Arábia Saudita. No fim do exercício, em Fevereiro de 2007, a Sfera contava 71 lojas, das quais oito no estrangeiro.Tal como previsto, o grupo obteve também sucesso na abertura do seu novo conceito de bricolage e de decoração Bricor. A primeira loja instalou-se em Dezembro de 2006 a leste de Madrid, em Alcala de Henares, e «os resultados ultrapassaram as expectativas», assegura o grupo. Um outro ponto de venda abrirá as suas portas antes do final deste ano, mais uma vez perto de Madrid, em Leganès. Daqui a três anos, estão programadas cerca de 15 lojas.Crescer em Portugal, chegar a ItáliaEm termos internacionais, o grupo procura o seu crescimento em Portugal, o único país estrangeiro onde o grupo El Corte Inglés instalou grandes armazéns. Depois da abertura em Maio de 2006 do El Corte Inglés em Vila Nova de Gaia, o grupo estuda a possibilidade de uma terceira localização em território nacional, mais concretamente na zona de Cascais, para 2008 ou 2009. Contudo, é em Itália que os observadores esperam ver o El Corte Inglés. O grupo trabalha sobre uma localização concreta em Milão. Em Roma, os dirigentes estão apenas em fase de estudo. O El Corte Inglés sabe que não pode contar indefinidamente só com o mercado espanhol para continuar o seu crescimento. Isidoro Alvarez prevê para Espanha «uma ligeira moderação do crescimento da actividade, com uma modesta contribuição da procura interna e uma ligeira baixa do consumo doméstico, paralelamente a um aumento da concorrência, com a chegada de novos operadores». É preciso por isso sair das suas fronteiras para manter a liderança.










