E a cor de 2026 é…

O Transformative Teal, um tom azul-esverdeado profundo, foi o escolhido pelo gabinete de tendências WGSN e a especialista em cor Coloro para ilustrar os desafios de sustentabilidade que a indústria enfrenta.

Transformative Teal [©Arte de Lena Charobay para WGSN]

2026 será um ano de reorientação, em que velhas ideias serão desafiadas à medida que as pessoas fazem pressão por mudanças urgentes na forma como a sociedade é tratada e as indústrias se organizam. Para a cor, refere o WGSN, «isso irá refletir-se numa mistura de brilhos urgentes, naturais terrosos e excêntricos e tons calmantes».

Para cor do ano, o WGSN e a Coloro escolheram Transformative Teal, uma fusão fluida de azul e verde que reconhece a diversidade da natureza e uma mentalidade que dá prioridade à Terra, ajudando a criar resiliência face a alterações climáticas complexas. «Reflete uma nova perspetiva sobre a biologia que pode ser orgânica ou sintética, natural ou pós-natural, dependendo do que for melhor para o planeta», indica o gabinete de tendências.

O tom é «refrescante, calmante e reparador, com um carácter transformador e regenerativo inspirado no redirecionamento dos nossos esforços para encontrar soluções coletivas e inovadoras para o nosso planeta. Evoca o “efeito de visão geral” cunhado pelo filósofo espacial Frank White, que expressa a partilha transformadora de testemunhar o nosso planeta a partir do espaço», explica.

Na moda, a cor evoca sentimentos de nostalgia, especialmente quando combinada com tonalidades néon, ao mesmo tempo que é clássico e versátil para os artigos de casa.

As outras cores da paleta para 2026 incluem o Electric Fuchsia, Blue Aura, Amber Haze e Jelly Mint.

Transformative Teal, Electric Fuchsia, Blue Aura, Amber Haze e Jelly Mint [©Arte de Lena Charobay para WGSN]
Electric Fuchsia é um néon vívido com qualidade cinética e digital. Esta tonalidade luminosa, situada entre o rosa e o roxo, tem no seu centro atitudes progressistas e provocativas. «Face a um cenário de raiva e frustração com as disparidades sociais, Electric Fuchsia traz uma vantagem diferenciada à medida que a frivolidade se torna uma necessidade na vida quotidiana. Tem um efeito estimulante e inebriante, alimentando uma sensação de escapismo, mas também é enervante e perturbador, jogando com a estética pós-humana desencadeada pela criatividade sintética», descreve o WGSN.

Blue Aura, por seu lado, é um azul acinzentado pastel com um carácter suave e moderno, que o gabinete de tendências afirma ter uma qualidade curativa como o próprio nome sugere, inspirado na luz e na sombra. «Blue Aura é inclusivo de género e trans-sazonal. É aconchegante e envolvente, mas também futurista e industrial, e vemos que é usado em veludo e também em acabamentos que vão do pó e transparente ao anodizado, metálico e lacado», aponta o WGSN.

Já Amber Haze é um amarelo-esverdeado, rico, radiante e energizante. Lembra pedras e cristais. «Amber Haze tem uma qualidade um pouco estranha e fascinante que irá agradar a um mundo de estilos de vida digitalmente desconectados e baseados em ecrãs, encorajando-nos a desacelerar e prestar atenção aos recursos regenerativos», salienta.

Por último, Jelly Mint é uma tonalidade alegre e jovem, que apela a consumidores mais pequenos. «O seu poder reside na sua capacidade não só de desafiar a norma, mas de transformá-la. Antes considerada infantil, pouco séria e inconsequente, a fofura [kawaii] revelou-se uma das forças mais influentes na cultura contemporânea», refere o gabinete de tendências.