Do atletismo à têxtil

Atleta do Sporting nos anos 60, Tadeu de Freitas ouvia muitas vezes da boca do seu treinador de atletismo Moniz Pereira, as palavras que mais tarde viriam novamente a fazer parte da sua vida profissional, mas desta vez como marca desportiva. A expressão «sai leve», deu lugar em 1992 à empresa Sailev, tendo a actividade têxtil de Tadeu de Freitas começado ainda em 1985, altura em que o desportista decidiu criar a Tadeu & Francelina, uma sociedade de fabrico de vestuário desportivo para competição, em conjunto com a sua mulher, também ela atleta do Sporting.

A empresa começou por trabalhar com apenas três teares e meia dúzia de máquinas de costura nas instalações de uma fábrica desactivada na Buraca, tendo-se mudado mais tarde para a actual sede na Pontinha. Aqui, as instalações foram melhoradas à medida que foram podendo.

Gozando de algum protagonismo ganho durante os tempos de atletas, a Sailev começa a crescer chegando mesmo a ter cerca de 100 trabalhadores, começando a pensar-se em expandir o negócio.

Nos anos 90, a filha de Francelina e Tadeu, que estuda design e já colaborava na gestão da empresa, encontra uma solução que vai garantir a sobrevivência da empresa, a criação da marca própria.

Dez anos depois «as encomendas de outras marcas reduziram de forma drástica e com a Sailev conseguimos garantir a actividade», explica ao Jornal de Notícias Tadeu de Freitas.

Entretanto, e tal como aconteceu com várias empresas, o número de funcionário diminui, mas mesmo assim, o trabalho continuou com a produção de equipamentos para clubes como o Vitória de Setúbal, o Leixões, o Marítimo ou o Estrela da Amadora. A empresa produz ainda a roupa sem marca que se encontra na cadeia Modelo-Continente.