Num período em que os indicadores apontam para a retoma económica dos grandes mercados, nomeadamente, dos EUA, do Japão e da U.E. não será de estranhar que os índices nacionais comecem a evidenciar sinais positivos, apesar de mais moderados. A ITV não foi excepção, segundo os dados do Observatório Têxtil do CENESTAP, o primeiro trimestre de 2004 foi caracterizado pela recuperação de grande parte dos indicadores desta Indústria.
O sentimento de falta de optimismo visível durante todo ano de 2003 permaneceu no início de 2004 com particular incidência nos dois primeiros meses, uma vez que em Março, o indicador de confiança assinalou sinais de recuperação na indústria têxtil e no vestuário tendo atingido valores próximos aos de Novembro de 2003. No sector têxtil, o aumento da confiança foi impulsionado pela evolução positiva da previsão da actividade, da carteira de encomendas e dos stocks de produtos acabados. No sector do vestuário a confiança recuperou para o valor mais elevado dos últimos cinco meses. Para tal, concorreu a carteira de encomendas e, sobretudo, a percepção relativa aos stocks de produtos acabados. Apesar deste curso favorável da confiança no primeiro trimestre de 2004 a comparação homóloga do indicador aponta para uma queda de 2,1 pontos no vestuário. O sector têxtil, por outro lado, registou uma ligeira melhoria de 1,4 pontos. Os dados preliminares publicados pelo INE referentes à evolução do volume de negócios no primeiro trimestre de 2004 atestam um cenário menos negativo na ITV, em consonância com o que se verificou na generalidade dos sectores da economia nacional, tendo verificado uma melhoria do indicador sobretudo em Março. O volume de negócios da ITV caiu 3,9% em termos homólogos que compara com a queda homóloga de 5,4% verificada no primeiro trimestre do ano transacto. Esta evolução esteve directamente associada ao sector do vestuário que registou uma queda homóloga mais moderada (3,7%), enquanto que, no sector têxtil, o volume de negócios caiu 4,2%. O emprego apesar de permanecer ainda em terreno negativo, assinalou sinais de recuperação com uma diminuição homóloga neste trimestre inferior à verificada no primeiro trimestre do ano transacto tendo caído 5,1% que compara com a queda homologa de 8,5% em 2003. Para tal contribuíram quer o sector têxtil quer o vestuário com quedas homólogas de 6,3% e 4,2%, respectivamente. Segundo as estimativas do Observatório Têxtil doCENESTAP, as exportações nacionais da ITV fixaram-se em 793,8 milhões de euros nos dois primeiros meses do ano correspondendo a uma queda homóloga de 4,0% mantendo a tendência verificada em 2003 e que aponta para a queda deste indicador. A redução das exportações esteve associada à evolução do sector têxtil já que registou uma variação homóloga de (-) 9,8% enquanto o sector do vestuário registou uma queda ligeira de 0,8%. As importações da ITV registaram também um recuo neste período ano tendo-se fixado em 522,0 milhões de euros representando uma queda de 2,6% face ao período homólogo do ano transacto. O sector têxtil assumiu o papel propulsor, uma vez que as importações caíram 5,8%, enquanto que o vestuário registou um crescimento de 2,8%. As variações descritas reflectiram-se numa deterioração do saldo da Balança Comercial de 6,7%, fixando-se em 271,8 milhões de euros.










