Deeply reforça credenciais ecológicas

A marca de fatos de surf, atualmente nas mãos da espanhola Scalpers, lançou duas coleções feitas integralmente com Mineralprene, feito a partir de conchas de ostra e pedra calcária.

[©Deeply]

A Deeply, que pertenceu ao grupo Sonae e foi adquirida pela Scalpers em 2023, está a expandir a utilização de Mineralprene, um material feito de uma mistura de conchas de ostra com pedra calcária que substitui o neopreno convencional.

«O calcário extraído da terra é usado para substituir os produtos petroquímicos que, normalmente, compõe os materiais que fazem os fatos de surf. Este é um mineral natural e que oferece maior flexibilidade, mais leveza e contém maior proteção contra os raios solares. As conchas de ostras são recicladas e convertidas em pó de óxido. Esta mistura produz uma espuma de borracha mais natural e confortável», explica a marca.

A composição, além de reduzir a pegada de carbono, oferece ainda uma maior flexibilidade, destaca a Deeply, «conjugando perfeitamente com o design inovador da marca e pensado para um conforto e durabilidade extremos, permitindo surf de alta performance».

[©Deeply]
Os novos lançamentos são, segundo a marca, mais um passo na estratégia ecológica da Deeply, que visa garantir um impacto económico, ambiental e social positivo. «Na Deeply acreditamos no poder das pequenas ações. Como tal, quando desenvolvemos os nossos produtos, tentamos sempre que sejam o mais sustentáveis possível. Sabemos as limitações que existem no mundo do surf no que toca a este tema, logo, ao desenvolver um produto temos sempre em conta a qualidade dos materiais utilizados de forma a construir produtos extremamente duráveis e que sejam intemporais», refere Tiago Lemos, diretor criativo da Deeply.

«Grande parte da nossa inspiração surge da nossa ligação ao oceano e à natureza. O Mineralprene vem nesse seguimento, uma base de neopreno desenvolvida com materiais orgânicos que permitem desenvolver fatos de surf de elevada qualidade», acrescenta.

Ao nível da sustentabilidade, a marca realça também a utilização de colas à base de água nos processos de laminação e a utilização de materiais feitos a partir da reciclagem de garrafas plásticas, que são tingidos com processos mais amigos do ambiente que permitem reduzir o uso de químicos e energia. Além disso, sublinha, «todo o neopreno cortado no processo de produção é reciclado e reutilizado para produzir novas folhas de neopreno. O fornecedor garante que nenhum neopreno bruto seja desperdiçado, dando uma nova vida a 250 toneladas de resíduos de neopreno a cada ano», conclui.