Crise só para alguns

O passado mês de Outubro foi o mais seco deste século e o segundo mais seco dos últimos dezoito anos, com uma precipitação de apenas 35,4 milímetros o que é bastante inferior à média (92,5 milímetros) registada entre a década de 40 e em 1998. Uma tendência que parece agradar aos consumidores, que podem assim usar roupas mais leves. Todavia os comerciantes queixam-se deste Verão tardio, que aliado à crise económica, acabou por mudar os hábitos outonais dos consumidores. Isto porque as roupas quentes estão nas montras das lojas e as vendas são quase nulas, o que já levou algumas lojas a aderir à época de promoções, fora de época. Os denominados “mid-season sales” já invadiram os centros comerciais e algumas das lojas de rua, que tentam a todo o custo combater e contornar as dificuldades. O gerente da Decénio, David Paquete, afirmou recentemente à agência Lusa que «o calor afecta as vendas da colecção Outono/Inverno, mas nunca estivemos à espera que em Novembro estivesse um calor destes. Este ano, estamos a pôr as peças mais leves na loja. As mais quentes ficam guardadas, por enquanto». à ausência do frio do Outono que estimula a compra de roupa quente junta-se também uma conjuntura adversa e as expectativas dos consumidores que não pretendem investir em produtos dos quais não poderão usufruir a curto prazo. Mesmo assim, há quem consiga vender (e bem) como é o caso da Maison Michel, que registou nestes últimos meses uma procura acima da média. Tudo porque a casa francesa de moda decidiu criar um inovador guarda-chuva que, para além de proteger da água, ainda acrescenta estilo a qualquer indumentária. Trata-se de uma capa, que parece ter sido criada para substituir o tradicional guarda-chuva, num modelo inspirado ao utilizado pela actriz que se tornou um ícone intemporal da moda: Audrey Hepburn. A releitura do clássico modelo feita pela Maison Michel é extremamente moderna, sendo produzida com vinil transparente e com detalhes em preto, que lhe acrescentam um visual futurista. A capa está disponível em dois modelos distintos, um com a frente arredondada, como se se tratasse de um capuz; e o outro com um recorte que forma uma espécie de aba sobre a cabeça. A capa de chuva já pode ser adquirida na loja francesa Collete, mas está também disponível no website da conceituada loja francesa. O preço da capa é de 60 euros. Mesmo que o Inverno pareça estar longe, a verdade é que mais tarde ou menos a chuva baterá à porta e se pretende adoptar um visual que mistura o charme das divas do passado com os materiais do futuro, esta é a peça perfeita para brilhar nesta estação fria.