A utilização da costura a laser em substituição do processo tradicional de costura de dos tecidos resultará um nível mais elevado de automatização, de produtividade e qualidade, que beneficiarão os fabricantes de uma grande variedade de produtos têxteis.
A forma mais comum de ligar o tecido é através de alinhavos, um processo que requer mão-de-obra intensiva e oneroso, que eleva os custos de produção para níveis proibitivos em muitas países do mundo. Também faz buracos no tecido, os quais podem deteriorar a resistência e a performance da costura resultante. Em estudos recentes foi possível constatar que as costuras a laser oferecem a oportunidade de aumentar a automatização do processo de costura, ao mesmo tempo que apresentam uma boa performance e um aspecto final atraente. Na busca de processos automatizados para efectuar costuras em tecidos, as empresas recorreram à soldadura e a adesivos, em particular nos tecidos sintéticos. Costurar a laser permite a automatização e uma melhor performance do processo de costura. As principais vantagens deste método são, nomeadamente, taxas de costuras elevadas; restrição do aquecimento às superfícies unidas sem afectar a textura externa; utilização apenas de uma das faces do tecido, com costuras feitas por debaixo de outras camadas de tecido; retenção da flexibilidade da costura; costuras seladas com gás ou água onde necessário; e manipulação robótica do laser para união automática. Dois projectos-piloto recentes centraram-se no desenvolvimento do processo de ligação para várias aplicações entre as quais construção de airbags, montagem de camas, mobília medico-hospitalar e vestuário de protecção. Os testes realizados mostraram que as costuras tinham a mesma qualidade das produzidas por alinhavos e cumpriam os requisitos de performance das aplicações. Contudo, permanecem desafios relativamente ao posicionamento mecanizado dos tecidos e do suporte de superfícies curvas durante o processo de ligação. O actual processo de estofar mobílias consiste na utilização de máquinas de costura manuais e máquinas próprias de enchimento, com uma mecanização limitada. Normalmente são usados dois tipos de pontos o lockstich e o over-edge. A maior vantagem apresentada pelo processo convencional de lockstich é que produz prontamente uma costura forte na qual os pontos têm um nível de alargamento baixo sob pressão. O over-edge é utilizado para juntar capas amovíveis ou destacáveis sendo mais corrente na indústria médica, por exemplo, onde a lavagem fácil e um controlo elevado de infecção são requisitos primordiais. O tecido revestido para aplicações impermeáveis é frequentemente ligado termicamente usando a selagem através do calor ou a fusão dieléctrica. Os agrafos são de forma geral utilizados para unir tecidos à madeira ou laminados de madeira. Quanto aos airbags, têm normalmente costuras cosidas ou tecidas numa única peça em teares específicos. No seu estado natural, os termoplásticos, incluindo as fibras não-naturais, transmitem energia near-infra-red (NIR). Para unir os tecidos a radiação de um laser NIR tem de ser absorvida no ponto de soldadura. Isto é normalmente conseguido acrescentando um absorvente de infra-vermelhos que pode ser disperso ao longo da camada inferior ou aplicando uma camada fina na área unida. Os absorventes tradicionais de largo espectro, tais como o carbono preto adicionam cor ao ponto de união, o que restringe grandemente a utilização da costura a laser de transmissão em aplicações onde a aparência é importante. O Clearweld é usado para unir plásticos coloridos e opacos onde as junções precisam de ser feitas sem a adição de cor indesejada. Os absorventes Clearweld disponíveis no mercado provaram soldar eficientemente em cumprimentos de onda entre os 80 e 1100 nm, absorvendo a radiação laser de forma mais eficaz por volta dos 940 nm. Por esta razão, um laser díodo directo de 940 nm com uma potência de produção que varia entre 150-600 W e uma largura de raio entre 3-10mm foi seleccionado para o projecto. O laser foi manipulado mediante uma unidade robótica. Num sistema robótico comum o laser é montado num braço do robot e pode ser manipulado em três dimensões sob uma forma complicada que apoia o tecido. Se for utilizado um laser díodo directo o robot tem incorporado toda a cabeça do laser. Com um laser de fibra o robot suporta apenas a óptica do laser. As costuras resultantes são tão fortes como o material inicial nos materiais tecidos mais leves. Contudo, a resistência da costura da poliamida mais pesada usado nos airbags foi inferior à do material original ou de uma costura com alinhavos. Uma resistência das costuras entreMais desenvolvimentos no tratamento de materiais, fixação e selecção de tecidos prometem ainda maiores benefícios em termos de velocidade do processo, automatização e melhoria da qualidade. A costura a laser já está a ser usada com sucesso em algumas aplicações e prevê-se que artigos mais complexos serão produzidos recorrendo a esta técnica.










