Nos Estados Unidos, o consumo por parte dos mais jovens desceu 13 por cento no ano anterior, referem dados da empresa de análise de dados do retalho, NPD Group. Apesar de algumas lojas de vestuário para adolescentes terem apresentado bons resultados, o que melhorou a performance geral do sector, as novas figures fazem com que o número elevado de desventuras no sector, este ano, sejam mais fáceis de entender.
A má notícia é que o gasto em vestuário para adolescentes caiu 13 por cento este ano para 19.3 mil milhões de dólares, uma queda bastante mais acentuada do que os cinco por cento em relação ao mercado no seu todo, de acordo com o relatório da NPD. Em 2002, o vestuário para adolescentes tinha descido apenas quatro por cento relativamente ao ano anterior, um valor próximo do declínio de três por cento registado no mercado global. As vendas de vestuário para crianças, dos sete aos 12 anos, também caiu mais do que o mercado total, caindo 11 por cento para 10.8 mil milhões de dólares, explicou o relatório. Apesar dos retalhistas especializados em vestuário para adolescentes, como a Aeropostale, PacSun e Hot Topic terem conseguido uma performance bem acima do restante sector de vestuário, e os maiores nomes como a American Eagle, Abercrombie & Fitch, Wet Sale e Gadzooks terem lutado em 2003, estes dois últimos registaram quedas desastrosas nas vendas. «O mercado para adolescentes perdeu o seu brilho, afirmou Marshal Cohen da empresa NPD, referindo o abrandamento do cash flow para os pais dos adolescentes, que têm vivido tempos difíceis, com dificuldade em encontrar trabalho e para a tendência dos adolescentes em gastar o seu dinheiro em entretenimento em vez de roupa. «É mais importante ter o telemóvel topo de gama em vez do par de jeans que está na moda», afirmou ao falar do ano em que o vestuário passou para segundo plano. «Têm de diversificar o seu consumo». Os adolescentes gastam cerca de 50 dólares por semana, sendo que a maior parte desse dinheiro vai para lojas de desconto como a Wal-Mart e a Target, em vez dos retalhistas de moda dos shoppings, refere ainda o estudo. As compras nos grandes centros comerciais começam a perder o seu estigma, e os adolescentes começam a misturar ténis de marca com calças comprados na Target, «enquanto em 2002 o importante era gastar os tais 50 dólares num par de jeans», afirma Cohen.









