O estudo Apparel Country Snapshot: Turkey da GlobalData revela uma recuperação assinalável do mercado de vestuário da Turquia, após a queda causada pela pandemia em 2020. Em 2021, o mercado cresceu 58,1%, impulsionado pela procura reprimida, pelo regresso do turismo e por uma subida de 16,3% nos preços. O crescimento continuou em 2022, com um aumento ainda maior de 87,8%, já que a inflação fez subir os preços em 55,1%, apesar da desaceleração no crescimento do volume, à medida que os hábitos dos consumidores se normalizavam.
Em 2023, o mercado cresceu 59,9%, para 831,9 mil milhões de liras turcas (cerca de 22,2 mil milhões de euros), com a subida dos preços a abrandar para 45,1% e o crescimento do volume a situar-se em 10,2%. De acordo com a GlobalData, citada pelo Just Style, a elevada proporção de jovens na população está a ajudar a sustentar este crescimento de volume, apesar dos aumentos extraordinários de preços, uma vez que este grupo demográfico tende a gastar mais em vestuário do que os seus pares mais velhos, ao mesmo tempo que contribui para o crescimento do comércio eletrónico.
A GlobalData prevê um aumento de 45,4% em 2024, com o aumento dos preços a manter-se elevado e o crescimento do volume a diminuir para 3,0%. No entanto, até 2028, espera-se que o crescimento dos preços baixe para 17%, à medida que as estratégias económicas do governo entram em vigor, enquanto o crescimento do volume deverá desacelerar para 2,6%, com a previsão geral do mercado a apontar para uma taxa anual de crescimento de 27,8% entre 2023 e 2028.
O estudo realça que, de 2023 a 2028, os segmentos de valor e luxo irão liderar o crescimento do mercado de vestuário na Turquia. Espera-se que o segmento de valor cresça significativamente, com a sua quota a aumentar 7,1 pontos percentuais, para 31,6%, impulsionada por uma taxa anual de crescimento de 34,6%, à medida que os consumidores optam por opções acessíveis de nomes como a retalhista de ultra-fast-fashion Shein e a gigante mundial do desporto Decathlon, em resposta às pressões económicas.
Ao mesmo tempo, o segmento de luxo deverá ver a sua quota aumentar de 5,2% para 6%, com uma taxa anual de crescimento de 31,4%, já que os consumidores de luxo permanecem pouco afetados pelas restrições financeiras.
Prevê-se que esta polarização do mercado reduza a quota dos segmentos premium e de mercado de massas. A GlobalData estima que a quota do segmento premium diminua de forma significativa, com uma quebra de 6,9 pontos percentuais, para 16,4%, entre 2023 e 2028, e uma taxa anual de crescimento de 19,3%, refletindo a mudança dos consumidores para «ofertas mais acessíveis ou mais exclusivas».
Segundo a GlobalData, o segmento de mercado de massas verá a sua quota reduzida em 1,1 pontos percentuais, para 46% até 2028, com uma taxa anual de crescimento de 27,3%. No entanto, continuará a ser o maior segmento, devido à atratividade generalizada destas marcas e retalhistas.




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