Um relatório publicado recentemente pelaCetelem, empresa especializada em análise de mercados e crédito detida pelo bancoBnp-Paribas, refere que o consumidor europeu denota uma evolução nos últimos anos, patente nos seus padrões e hábitos de consumo.
Assim, este estudo afirma que, para os europeus, a hora já não é de impulsividade, mas sim de ponderação no acto de compra.O estudo O Consumidor Europeu, realizado pelaCetelem em cada quatro anos, observou os comportamentos dos cidadãos de oito países europeus Espanha, Itália, França, Portugal, Reino Unido, Bélgica, Alemanha e Rússia tendo concluído que as pessoas são hoje mais inquietas do que em 1999.Segundo este estudo, 32% dos europeus declaram contar aumentar as suas despesas em consumo em 2004, sendo este valor mais elevado em países como Portugal (54%) e Rússia (47%), em contraponto à França e Alemanha, onde os inquiridos que prevêm gastar mais dinheiro no ano em curso não ultrapassam os 20% e 16%, respectivamente.No que toca aos artigos onde se concentrará essa despesa, destacam-se os bens de lazer e viagens, bem como o imobiliário.Este último sector deverá beneficiar, aliás, as grandes superfícies dedicadas aos artigos de decoração ebricolage, tal como os fabricantes e retalhistas de mobiliário e electrodomésticos.Outro dos aspectos que ressalta desta análise daCetelem é a preocupação que a maioria dos consumidores revela com o comércio justo, patente no tempo que demoram a pesquisar e comparar os produtos que mais lhes convêm, e não fazendo apenas do preço o factor decisivo das suas compras.Em síntese, o estudo daCetelem refere que, dois em cada três europeus vão continuar a consumir ao mesmo ritmo, mas de uma forma mais reflectida e controlando melhor os seus impulsos de compra, numa atitude que pode ser vista como uma simbiose entre os valores consumistas e os ideais humanistas.










