O ensaio foi realizado na unidade semi-industrial do consórcio, operada pela Jeplan e com capacidade para 1.000 toneladas por ano, em Kitakyushu, no Japão, utilizando a tecnologia Rewind PET para produzir BHET, um intermediário químico resultante da despolimerização de PET, posteriormente convertido em fios, têxteis e vestuário. Os mercados-alvo incluem o vestuário desportivo e de atividades ao ar livre, a decoração de interiores e algumas aplicações do setor do luxo que incorporam poliéster.
No processo, foram tratadas várias dezenas de toneladas de têxteis pós-consumo provenientes de França, triados e preparados pelas empresas francesas Nouvelles Fibres Textile e Mapea.
O método distingue-se, de acordo com as empresas, por poder ser instalado em unidades industriais já existentes em qualquer parte do mundo, substituindo matérias-primas de origem fóssil por equivalentes recicladas. A tecnologia, licenciada exclusivamente pela IFP Energies nouvelles (Ifpen) e pela Jeplan à Axens a nível mundial, já tinha sido validada para a reciclagem de embalagens de PET, incluindo em aplicações em contacto com alimentos, encontrando-se agora validada para utilização têxtil.
«A ciência, a engenharia de ampliação de escala e a experiência operacional unem-se para demonstrar o desempenho do processo Rewind PET desenvolvido pela Ifpen, pela Jeplan e pela Axens. A Axens e os seus parceiros demonstram, assim, a robustez, a estabilidade e a reprodutibilidade de uma tecnologia de reciclagem de ponta, especificamente concebida para promover a circularidade em ciclo fechado do poliéster têxtil», afirma Quentin Debuisschert, presidente executivo da Axens.
Pierre-Franck Chevet, presidente e diretor executivo da Ifpen, destaca que, com a tecnologia, «a Ifpen está a concretizar mais de dez anos de investigação para colocar a reciclagem química ao serviço de uma economia circular ambiciosa. O nosso trabalho permitiu a produção de um monómero reciclado de alta pureza que pode ser diretamente reintroduzido nas aplicações mais exigentes, como os têxteis».
Do lado da Jeplan, Masaki Takao, presidente executivo, salienta que «ao acolher o demonstrador semi-industrial Rewind PET na nossa fábrica de Kitakyushu Hibikinada, estamos a demonstrar na prática que esta tecnologia pode ser integrada num ambiente industrial real, com as suas complexas restrições e fluxos de resíduos».




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